quarta-feira, 4 de maio de 2016

Nuclear? Não, armadilhado!

Extratos de artigos sobre a energia nuclear na revista Courrier Internacional de maio 2016:
    Capa da  revista Courrier Internacionalde maio 2016
  • «Cinco anos depois de Fukushima e 30 depois de Tchernobyl, em que pé está a utilização pacífica da energia nuclear? Pelo mundo fora, as opções variam. A Alemnha está a virar-se para as energias renováveis, enquanto a França e a Finlândia se mantêm como os bastiões do nuclear e o Reino Unido hesita. Os EUA não abdicam da energia atómica, mas têm sido o petróleo e o gás de isto a funcionarem como motor da recuperação económica. Na China ou no Leste da Europa, os riscos ambientais tendem a ser desprezados. E persiste a grande dúvida: os custos de desmantelamento das centrais em fim de vida e do armazenamento de resíduos perigosos estarão devidamente contabilizados? » (lead)
  • «Desde finais de 2015 estão a ser construídos, a nível mundial, 66 reatores - o número mais elevado dos últimos 25 anos.  (Segundo a World Nuclear Association, a associação mundial do sector, neste momento operam em todo o mundo 437 reatores civis). ...  A média de idade do parque nuclear é de 35 anos, próxima do termo da maioria das licenças de exploração.  ...  Manter em funcionamento centrais muito para além do tempo d vida original para que foram concebidas aumenta o risco de avarias, fugas e acidentes. ...» (Richard Martin)
  • «Os inspetores do Conselho de Segurança  Nuclear (CSN) alertaram para falhas no sistema de refrigeração de serviços essenciais de Almaraz (província de Cáceres), a central mais antiga do país, no Alto Tejo. Após duas avarias nos motores das bombas de água, cinco técnicos realizaram uma inspeção e concluíram que não há "garantias suficientes" de que o sistema possa funcionar com normalidade.» (Manuel Planelles)

Desenho de Arcadio Esquivel, daqui
Poucos responsáveis político parecem avaliar com cautela os avassaladores riscos deste tipo de energia. Um erro humano como em Chernobyl, ou uma catástrofe natural como em Fukushima, parecem que não são razões de peso ...

Enquanto  centrais antigas continuam funcionar para além do prazo previsto, como Almaraz, em Espanha,a 100 km da fronteira, mesmo aqui ao lado novas centrais nucleares vão sendo construídas  a ritmo impensável, e poucas são as que vão sendo desativadas. 

E os resíduos, um problema para as próximas dezenas de milhares de anos.

Entretanto, espreite esta infografia, com os 20  países mais "nuclearizados". E assim vamos...  

sábado, 30 de abril de 2016

Glifosato: o herbicida que contamina Portugal

Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora (extrato):

«2016/04/30  Pela primeira vez há análises e revelam situação descontrolada
GLIFOSATO: O HERBICIDA QUE CONTAMINA PORTUGAL


Análises realizadas pela Plataforma Transgénicos Fora em colaboração com o Detox Project (detoxproject.org) evidenciaram níveis inesperados e absolutamente assombrosos de glifosato (mais conhecido por Roundup), o pesticida químico sintético mais usado na agricultura portuguesa*1 – e até agora o mais ignorado. Há pelo menos dez anos que não se conhece qualquer análise oficial à sua presença em alimentos, solo, água, ar ou pessoas. Este vazio, inédito a nível europeu, é hoje preenchido parcialmente com os resultados das análises realizadas à urina de 26 voluntários portugueses e a algumas amostras de alimentos. Portugal tem agora de encontrar soluções a nível nacional e europeu que esclareçam as razões de tal contaminação humana e a reduzam em várias ordens de grandeza.

Muito embora o Ministério da Agricultura mantenha, ao longo de sucessivos governos, um plano anual de monitorização em alimentos que testa a presença de mais de 300 resíduos de pesticidas, o glifosato tem sido excluído das análises.*2 O mesmo se passa com a água de consumo, uma vez que o Ministério não inclui o glifosato na lista de substâncias a pesquisar pelas entidades fornecedoras.*3 Quando questionado formalmente no início deste ano o mesmo Ministério não apresentou quaisquer análises, nem mesmo as previstas pelas diretivas técnicas da União Europeia, afirmando que até à data tinha sido considerado desnecessário incluir este químico nas suas análises de rotina.*4

Mas as mais de 1600 toneladas de glifosato vendidas anualmente, que para além de fins agrícolas também se aplicam abundantemente em zonas urbanas de Norte a Sul do país para controlo de ervas em ruas e caminhos (salvo nalguns, poucos, municípios), não desaparecem sem deixar rasto. Elas representam um potencial de contaminação generalizado que até agora tinha ficado por testar. Hoje começa finalmente a traçar-se um primeiro quadro onde sobressai a gravidade dessa poluição silenciosa, invisível e provavelmente mortal (segundo a Organização Mundial de Saúde o glifosato é provavelmente carcinogénico em humanos e demonstradamente carcinogénico em animais de laboratório).*5

Em 26 voluntários portugueses, o glifosato foi detetado em 100% das análises efetuadas à urina. Na Suíça, em 2015, uma iniciativa equivalente tinha detetado glifosato em apenas 38% dos casos e, em 2013, num outro levantamento realizado pela associação Amigos da Terra em 18 países europeus, estavam contaminadas 44% das pessoas.*6

O valor médio de glifosato na urina dos portugueses testados foi de 26.2 ng/ml (nanogramas por mililitro). Para referência tome-se a Diretiva da Qualidade da Água: na água de consumo o glifosato não pode ultrapassar os 0.1 ng/ml. Isto significa que a quantidade de glifosato agora detetada, se estivesse em água da torneira, contaminaria essa água 260 vezes acima do limite máximo legal!

...

Este cenário é agravado por dois aspetos adicionais. No caso da desregulação hormonal, por exemplo, não existem limiares de contaminação aceitável. Ou seja, qualquer concentração é perigosa e pode desencadear efeitos nefastos. Além disso o glifosato nunca é usado sozinho: os herbicidas comerciais possuem diversas outras substâncias, não indicadas no rótulo, que aumentam a agressividade do glifosato e podem ser, elas próprias, muito tóxicas.*15 Por isso a deteção do glifosato significa a presença adicional provável de outros químicos que não são de todo considerados quando se estabelecem os limites legais para cada pesticida.

Enquanto a investigação adicional não é feita e as dúvidas dissipadas, a única forma de proteger a saúde pública é através de medidas de precaução: no caso do glifosato isso implica votar NÃO à sua reautorização (que a Comissão Europeia pretende por mais 15 anos e o Parlamento Europeu por mais 7 anos).»


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Glifosato: muito pior que erva daninha! (Linha da Frente)

«"Erva Daninha" é o titulo do próximo programa LINHA DA FRENTE , com emissão no dia 30 de abril, logo após o Telejornal.  

"Erva Daninha" é uma reportagem sobre o herbicida mais utilizado em Portugal e no Mundo, na agricultura e na jardinagem e que dá pelo nome de Glifosato.

O Glifosato é um químico controverso. Alguns estudos internacionais associam-no ao cancro, uma vez que o produto é aplicado na terra para combater as ervas mas os seus compostos passam para o corpo humano através da ingestão de alimentos e da água.

O tema é de tal forma polémico que a Comiisão Europeia vai reavaliar, dentro de um mês, a renovação da licença de utilização do Glisofasoto.
A RTP, através da Plataforma Transgénicos Fora, quis saber o que se está a passar com as famílias portuguesas. Há ou não presença de Glifosato na urina?
Foram enviadas amostras para um laboratório de uma universidade norte americana e os resultados são assustadores.
"Erva Daninha" é uma reportagem de Marta Jorge, com imagem de Paulo Jorge e edição António Nunes.» 

Fonte: Linha da Frente 

Veja aqui o teaser (https://www.facebook.com/linhadafrente/videos/1172486702801637/)  (ver horários aqui)

Vídeo agora  disponível em: http://www.rtp.pt/play/p2231/e233809/linha-da-frente  (2/5/2016)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Banir o Glifosato!

Apesar de o herbicida glifosato ser considerado pela Organização Mundial de Saúde como "provavelmente cancerígeno para seres humanos", no passado dia 15 de abril, a Assembleia da República rejeitou as propostas do Bloco de Esquerda, dos Verdes e do PAN de interditar o uso de glifosato em Portugal:

«ESTAMOS EM COUNTDOWN! Nos dias 18 e 19 de maio, a Comissão Europeia vai tomar uma decisão que afetará a saúde de todos os europeus. Nesses dois dias, os comissários vão decidir se o herbicida glifosato poderá continuar a ser usado por mais 15 anos. Porque devemos lutar contra esta prorrogação? Acompanhe-nos e fique a saber tudo sobre este perigoso contaminante.»  

Assim começou uma campanha do programa Biosfera, que diariamente publica  (no Facebook) implicações negativas do glifosato, dos quais, duas imagens são aqui incluídas.

Se visita este blogue, provavelmente estará de acordo com a seguinte petição. Ajude a eliminar o glifosato da agricultura e dos espaços públicos de Portugal, assine e divulgue:



Biosfera 512 - Glifosato: O fim para breve? from Farol de Ideias on Vimeo.

«O glifosato é o herbicida mais utilizado no mundo e foi recentemente classificado pela Organização Mundial de Saúde como “potencial carcinogénico”. Os solos agrícolas ou os jardins urbanos recebem frequentemente milhões de litros deste produto no combate a plantas infestantes. Qual o impacto deste herbicida na saúde das populações?»  Sinopse do episódio do Biosfera sobre o Glifosato, emitido no passado dia 16 de abril (acima)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dia da Terra 2016



Planet Earth BBC Trailer (HD).mp4 from Pablo Gulynn on Vimeo.

Saibamos ver, ouvir e sentir a beleza da nossa Terra para que a possamos entender e proteger.

Enquanto a estragamos, estragamos o nosso futuro. 
Se a cuidarmos, cuidamos do nosso futuro.

«Porque a conjugação entre as belíssimas imagens da natureza da BBC (Planet Earth) com a música "Hoppípolla" da banda islandesa Sigur Rós simplesmente merece ser partilhada. Com os agradecimentos ao João Soares, do blogue Bioterra


Mensagem publicada inicialmente em 01/02/2012 com o título «"Hoppípolla" e o Planeta Terra» e republicada em 22/04/2016 (em versão HD) para assinalar o Dia da Terra.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Mobilização contra patente sobre tomates

COMEÇOU A MOBILIZAÇÃO PARA AÇÃO COLETIVA CONTRA UMA PATENTE SOBRE TOMATES NORMAIS
«2016/04/21 _ Todos os cidadãos europeus podem constituir-se parte interessada
Uma coligação de organizações não governamentais de toda a Europa, onde se inclui a Plataforma Transgénicos Fora, iniciou os procedimentos legais para uma ação coletiva contra a patente do tomate (resultante de melhoramento convencional) atribuída à companhia suíça Syngenta. Durante o período inicial, até 12 de Maio, milhares de cidadãos vão ser convidados a aderir e tornar-se parte interessada do processo legal. Espera-se que desta forma os políticos europeus acabem por ser legalmente forçados a tomar medidas que protejam a sociedades das patentes indiscriminadas que privatizam plantas e animais totalmente normais que sempre foram um recurso comum da Humanidade...» (continua aqui)

Formulário e instruções para cada um preencher de modo a participar na ação coletiva: http://tinyurl.com/z8oaasr 

Preencher, assinar (em papel) e enviar até 2 de maio para:
       Plataforma Transgénicos Fora
       Apartado 5052
       4018-001 PORTO
Fonte e mais informação em Plataforma Transgénicos Fora

domingo, 17 de abril de 2016

Quem quer petróleo em Portugal?

«Todos sabemos os problemas que o nosso planeta enfrenta. E todos sabemos as vantagens das energias sustentáveis. Contudo, o que poucas pessoas sabem é que desde 2002 o governo português decidiu abrir várias concursos públicos para a prospecção, exploração e produção de hidrocarbonetos em várias regiões de Portugal.
Queremos propagar ao máximo este conteúdo. Queremos informar a população. Queremos alertar para os perigos desta actividade. Queremos mudar, enquanto podemos.»




Imagem obtida em Sulinformação
Quando os interesses económicos (de alguns) estão à frente de tudo o resto (natureza, pessoas, economia local, ...), coisas muito más podem acontecer, e acontecem ...

Além disso, como é dito no blogue Octopus "A grande maioria das populações dos países produtores de petróleo não tiram qualquer benefício dessa produção".

Mas não é só no Algarve que há interesses em exploração de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural), o Alentejo e outras regiões estão na mira...

Uma petição já foi entregue pela PALP na Assembleia da República, mas não vale ficar à espera. Informe-se e divulgue, participe.  Mais informação em  palp.pt  (ver também as FAQ) e no Biosfera de 5/3/2016 (abaixo).


Biosfera 506 - Prospeção e exploração de hidrocarbonetos no Algarve from Farol de Ideias on Vimeo.

Petições contra a exploração de hidrocarbonetos no Algarve:
Petição Pública:
Change.org:

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"A Guerra dos Cereais", dia 15/4 em Famalicão

Na sessão AMBIENTAR-SE de abril, o Grupo Famalicão em Transição, depois de Cowspiracy, apresenta mais um tema relacionado com ambiente, alimentação e interesses económicos das multinacionais:

 A GUERRA DOS CEREAIS

Dia 15 de abril de 2016 (sexta) às 21h30
Na Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão
Gratuito, entrada livre (até à lotação da sala)

Os convidados para dinamização do debate têm dedicado uma boa parte da sua vida  à preservação do património genético de variedades regionais:
  • Atimati (Elsa Aroso), dedica a vida à divulgação de práticas agrícolas mais saudáveis e à preservação de sementes naturais;
  • Raúl Rodrigues, Eng., Professor na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, que tem recolhido variedades de macieiras e outras árvores de fruta do Minho.
"A GUERRA DAS SEMENTES"  (ou "A Guerra dos Cereais") é um documentário de  Stenka Quillet et Clément Montfort, França, 2014 ( "La Guerre des Graines", 52 min).

«Aqui está um filme útil. Um filme que fornece as chaves para a compreensão de como as multinacionais querem confiscar a vida. Um filme que o faz querer lutar para salvar a nossa independência alimentar.»  Fonte: LaTeleLibre.fr

Sinopse:
 «A biodiversidade das sementes é um bem comum da humanidade, da mesma forma que a água ou o ar, ou é uma mercadoria? Num futuro muito próximo, os agricultores deixarão de ter direito a replantar suas próprias sementes. Na Europa, a legislação surge para controlar o uso de sementes agrícolas ... Por trás disto, 5 grandes empresas que já detêm metade do mercado de sementes, unem esforços para a sua privatização.
Este documentário revela uma guerra silenciosa, uma história desconhecida cujo desafio é especialmente crítico: a nossa independência alimentar.»

Trailer (em francês) abaixo. Trailer em inglês aqui

As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão (Parque da Devesa) e instituições locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final (em 2016, são na terceira sexta-feira do mês).

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184
Evento no Facebook:  https://www.facebook.com/events/488630961329762/



(Post idêntico ao publicado no blogue Famalicão Melhor em 9/4/2016)

sábado, 9 de abril de 2016

Quando visitaremos outra galáxia? (Neil deGrasse Tyson​)

Interessante ouvir Neil deGrasse Tyson, astrofísico e divulgador científico, a explicar quando visitaremos outra galáxia, e perceber como somos minúsculos.

Imagem obtida aqui
«As pessoas dizem: "queremos o uso pacífico do espaço, no espaço, não queremos guerras". E eu acho que isso é completamente irrealista e imaturo. Eu acho que teremos muitas guerras no espaço, sabem por quê? Porque já temos guerras aqui na Terra!  Se descobrir uma maneira de não ter guerras no espaço, então porque não aplicá-la aqui na Terra? Porque é preciso ir ao espaço para não se matarem uns aos outros? Faça isso aqui. E então teremos confiança de que poderemos ir ao espaço a qualquer galáxia!»  Neil deGrasse Tyson

No entanto, não esqueçamos que somos feitos da mesma matéria que as estrelas!



Agradeço ao Bruno Santos Ribeiro, autor do blogue "O Lusoniversalista" ter divulgado o vídeo (via a sua página no facebook).

quinta-feira, 31 de março de 2016

Land Grabbing (documentário)

«As terras agrícolas do mundo estão em risco. A demanda pela terra cresceu, com os investidores a produzir alimentos para exportação, a cultivar para os biocombustíveis ou simplesmente a comprar terras para o lucro.» Fonte: RTP

Já falei aqui em Landgrabbing, agora venho avisar que dia 31/3 às 20h00 a RTP3 exibe o documentário Land Grabbing  (Áustria, 2015). Será exibido novamente no dia 5 de abril 2016 às 02:08 na RTP1.

Como, com a desculpa de "produzir mais para melhorar a qualidade de vida", os governos despojam os pequenos agricultores das suas terras, que vendem ou concessionam ao desbarato a grandes corporações. Resultado, ganham as grandes corporações, que exportam para os países ricos com mão de obra baratíssima, e perdem as populações locais que ficam sem as suas terras, sem as suas casas, sem o seu ganha pão; e se se empregam nas  produções, ganham uma miséria. Portanto, ao contrário do apregoado, a qualidade de vida dos locais, piora. Perde também a biodiversidade, com o abate de floresta e  instalação de monoculturas, perde o ambiente com a agricultura química que contamina as terras e a água.

Entretanto, se não viu ainda, não perca o documentário pode ser visto (por agora) em http://www.rtp.pt/play/p2394/e230091/land-grabbing. Não perca!

Trailer:


Site do documentário: http://www.land-grabbing.com/

segunda-feira, 21 de março de 2016

Tua Último Ano

«Assista e partilhe estes vídeos. Ajude-nos a espalhar a mensagem sobre o vale do TUA e actue.
Envie já a carta para a UNESCO. Evite a conclusão da barragem. #savetua»



«A barragem localiza-se na foz do rio Tua, a um quilómetro da sua confluência com o rio Douro. Os 108 metros desta parede de betão situam-se a poucos metros do coração do Alto Douro Vinhateiro, sendo que o paredão e grande parte da albufeira estão dentro da zona tampão.

Fotografia de Duarte Belo, daqui
O impacto na paisagem classificada será tremendo, agravado pela linha de muito alta tensão que ligará a barragem à rede elétrica nacional, atravessando o coração da região onde é produzido o célebre Vinho do Porto.


No início da construção, a UNESCO identificou um conflito entre a existência da barragem e a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial mas, em 2012, considerou que o projeto era compatível, desde que uma série de requisitos fossem seguidos. Acontece que não foram.
»

Fonte: http://ultimoanodotua.pt/

«O que está em causa não é apenas a proteção ambiental de uma região considerada Património Mundial pela UNESCO. É também a preservação económica, social e cultural do Alto Douro Vinhateiro, a mais antiga região demarcada do mundo, de características únicas, ameaçada por um projeto que não traz vantagens ao território nem aos seus habitantes.»

(Vídeos Último Ano do Tua neste blogue aqui)