quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Não ao furo, Sim ao futuro! (12 de agosto, Odeceixe)

Quando as alterações climáticas se fazem sentir de forma tão aguda neste país, continuam as notícias sobre perfurações de petróleo na costa portuguesa. Conseguiu-se evitar perfurações na costa algarvia a sul, agora o foco é a costa do Algarve e alentejana a oeste, mas toda a costa portuguesa está em risco com os interesses económicos das petrolíferas. 

Assim, apela-se à participação na manifestação de 12 agosto na praia de Odeceixe, às 16h30.

Área de concessão da Galp: 46 quilómetros ao largo de Aljezur
 e a 80 quilómetros de Sines (imagem daqui).
«O presidente da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva anunciou que a petrolífera tem agendado furos exploratórios para extração de petróleo na costa alentejana para a primavera de 2018. Ambientalistas realizam ação a 12 de Agosto, na praia de Odeceixe.
...
"Temos projetado para 2018 o poço de avaliação", disse o presidente da Galp, referindo que “tem tudo preparado” para furar no mar a 46 quilómetros ao largo de Aljezur e a 80 quilómetros de Sines. Carlos Gomes da Silva não especificou a área exata deste furo exploratório.

O furo terá a profundidade entre os 1200 e os 1600 metros e segundo o presidente da Galp, tem como objetivo avaliar “o potencial marítimo em termos energéticos”....

O movimento Standing Rock, liderado pelo ativista e artista americano John Quigley já tinha marcado uma ação na praia de Odeceixe. A manifestação integra os coletivos ASMA (Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve), ALA (Alentejo Litoral pelo Ambiente), Climáximo e os municípios de Aljezur e Odemira que se juntam ao encontro internacional “Defend the Sacred: Imagina uma Alternativa Planetária” (link is external),  em Tamera.»  

Fonte: esquerda.net  


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Dia de Sobrecarga da Terra - 2 de agosto

Em 2017, o Dia de Sobrecarga da Terra (earth overshoot day), ocorre hoje, dia 2 de agosto. Ou seja, neste ano de 2017, ao 214º dia já gastamos os recursos naturais que a terra pode fornecer de modo sustentável para 365 dias. 42% a mais do que o valor que permite a existência das próximas gerações.

Entretanto, remeto para a mensagem do ano passado "A gastar por conta dos netos", relembrando mais uma vez os conceitos de Biocapacidade e Pegada Ecológica.  Calcule a sua pegada ecológica em http://www.footprintcalculator.org/, faça a sua parte e ajude a a reverter esta situação completamente insustentável. Não se esqueça que a sua parte, por muito pequena que seja, é a mais importante!

"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco" Edmund Burke



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mimos da Natureza (cosmética natural)

Mimos da Natureza é um projeto de produtos naturais e artesanais de higiene e cosmética, desenvolvido pela famalicense Débora Moura.


Entre estes produtos encontramos sabões, pastas dentífricas, elixires dentários, cremes, desodorizantes, bálsamos labiais, after-shaves, champôs, óleos de massagem, entre outros.

A sua composição é de origem natural (isenta de ingredientes químicos sintéticos) e, sempre que possível, biológica e proveniente de práticas sustentáveis para o ambiente e para as pessoas; não contêm ingredientes de origem animal e não são testados em animais. “São produtos feitos com carinho e respeito pela saúde e pela natureza.

«Este projecto começou, indirectamente, há cerca de 7 anos. O interesse pela higiene e cosmética natural e pelas plantas medicinais foi surgindo por volta de 2008 e desde aí frequentei diversos workshops nestas áreas e fui adquirindo conhecimentos através de diversas fontes. 

Começou por ser um projecto individual, para me proporcionar produtos de uso diário de higiene e cosmética que fossem saudáveis, não poluentes e que respeitassem os animais. Não era fácil, na altura, encontrar estas alternativas no mercado e a preços acessíveis. Toda esta informação e interesse levaram-me a ter vontade de experimentar mais e inclusive criar novos produtos, diferentes dos que tinha aprendido a fazer. 

Foram surgindo ideias que fui colocando em prática. Comecei por fazer alguns produtos para mim e mais tarde para amigos e familiares. Ao longo do tempo fui sentindo que queria partilhar estes produtos com outras pessoas e assim surgiram os Mimos da Natureza, numa tentativa de sensibilizar para um consumo ético, saudável e em harmonia com a natureza e, ao mesmo tempo, poder proporcionar essa alternativa de consumo. Apenas em 2013, com mais tempo livre e a desejar um caminho diferente na vida, comecei a esboçar o projecto para o “abrir à comunidade” e em 2014 dei os primeiros passos para o concretizar.

Sendo um projecto de partilha e sensibilização, desenvolvo pontualmente oficinas de higiene e cosmética natural para potenciar a cada um de nós fazer os seus próprios produtos e/ou a fazer escolhas mais éticas e sustentáveis.

O projecto encontra-se num estado de aperfeiçoamento e desenvolvimento. Há sempre ideias novas a surgir e há que as desenvolver e colocar em prática, experimentar. Gostaria que os Mimos da Natureza pudessem chegar a mais pessoas, mantendo ou até melhorando, a sua qualidade. Espero continuar a fazer o que gosto, a divulgar o projecto e a colher os frutos deste processo.»
Débora Moura

Site: http://mimosdanatureza.weebly.com/
Facebook: https://www.facebook.com/mimosdanatureza
E-mail: mimosnatureza@gmail.com

Experimentem! Eu experimentei e posso afirmar que são muito bons, fiquei cliente! Produtos naturais, agradáveis, eficazes e não são nada caros.

(Mensagem idêntica à publicado no blogue de  Famalicão em Transição)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Dia da Conservação da Natureza com Portugal a arder

É muito triste ver que o nosso Portugal está a arder. Múltiplas e graves são as razões para esta situação, acentuada sem dúvida pelas alterações climáticas que já afetam sem dó nem piedade este país. Mais de 75 mil hectares ardidos este ano!

«Os incêndios dos primeiros sete meses de 2017 já consumiram mais floresta do que a totalidade de cada um dos cinco anos da última década.»  (daqui)

Imagem daqui
No Dia Nacional da Conservação da Natureza (28 julho), traz-se aqui um extracto do relatório provisório de incêndios florestais (1 de janeiro a 15 de julho 2017), que mostra a situação alarmante a nível de áreas ardidas, inclusive nas áreas protegidas, mas que não refere o trágico número de vidas humanas perdidas, de vidas humanas estilhaçadas, de habitações ardidas, nem as espécies de animais que pereceram, agravaram o risco de extinção ou que ficaram sem habitat (ex. ver esta notícia)

E de 15 de julho para cá, os incêndios têm-se multiplicado... Uma catástrofe humana e ambiental!

«A base de dados nacional de incêndios florestais regista, no período compreendido entre 1 de janeiro e 15 de julho de 2017, um total de 7.310 ocorrências (1.761 incêndios florestais e 5.549 fogachos) que resultaram em 65.333 hectares de área ardida de espaços florestais, entre povoamentos (46.444ha) e matos (18.889ha).

Comparando os valores do ano de 2017 com o histórico dos últimos 10 anos destaca-se que se registaram mais 16% de ocorrências e quase cinco vezes mais área ardida do que a média verificada no decénio 2007-2016 (Quadro 1). O ano de 2017 apresenta, até ao dia 15 de julho, o quinto valor mais elevado em número de ocorrências e o valor mais elevado de área ardida, desde 2007. »

Fonte: ICNF (http://www.icnf.pt/portal/icnf/noticias/destaques/relatorios-incendios-florestais)

Relatório provisório de incêndios florestais – 2017 – 01 de janeiro a 15 de julho: http://www.icnf.pt/portal/florestas/dfci/Resource/doc/rel/2017/03-rel-prov-01jan-15jul-2017.pdf


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Encontro de associações grupos de ambiente e transição

Encontro 
Ação Ecológica, Transição Sustentável e Regeneração
7 outubro 2017  Vila Nova de Famalicão

A Campo Aberto - associação de defesa do ambiente e a Associação Famalicão em Transição estão a organizar um Encontro de associações e grupos de Ambiente e Transição da zona norte do país, a realizar no dia 7 de outubro na Casa do Território, no Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão, que conta com o apoio deste Município.


Este encontro procura incluir grupos, coletivos, movimentos, associações, para uma partilha num espírito de colaboração e sinergia, que se debruçará sobre a situação ecológica e ambiental do Noroeste e Norte de Portugal, e do Vale do Ave em especial, mas que terá também uma tónica no conceito de transição e de regeneração.


Pretende-se a partilha de pontos de vista, troca de experiências, de interrogações, dificuldades e também aspetos e realizações positivas. Não há propriamente oradores, todos os participantes contribuirão para essa partilha.

Programa atualizado em:  https://goo.gl/Cpev4z 

Inscrições até 15 de setembro
Ficha de inscrição em: https://goo.gl/gS2TPH
Cada grupo ou iniciativa  deverá remeter a ficha de inscrição ou os dados para contacto@campoaberto.pt com cópia para famalicaom@gmail.

Mais informações em https://goo.gl/EoPPt5  ou através de Campo Aberto - associação de defesa do ambiente (contacto@campoaberto.pt) ou Associação Famalicão em Transição (famalicaom@gmail.com)

terça-feira, 18 de julho de 2017

"A parte mais difícil de ser vegano!"

«A verdadeira dificuldade em ser vegano não envolve comida. A parte mais difícil de ser vegano é dar de cara com um lado mais sombrio da humanidade e tentar permanecer esperançoso. É tentar entender porque pessoas boas e caridosas continuam a participar de violência desnecessária contra animais - apenas pelo seu prazer ou conveniência.»
Fonte: Veganize