domingo, 24 de julho de 2016

Amanhã

«E se mostrar soluções, contar uma história positiva, fosse a melhor forma de resolver as crises ecológicas, económicas e sociais que atravessam o nosso mundo? Após a publicação de um estudo que anuncia a possibilidade do desaparecimento da humanidade até 2100, Cyril Dion e Mélanie Laurent partiram com uma equipa de quatro pessoas, para investigar em dez países aquilo que poderá provocar esta catástrofe e, sobretudo, como evitá-la. Durante a sua viagem, encontraram pioneiros que reinventaram a agricultura, a energia, a economia, a democracia e a educação. Ao juntarem todas estas iniciativas positivas, eles começam a ver emergir aquele que poderá ser o mundo de amanhã…»

Fonte (e mais informação) aqui 

Em exibição em Lisboa (Cinema Monumental,  Sala 1): ver no site Medeia filmes

Abaxio, o trailer:

AMANHÃ, um documentário de CYRIL DION e MÉLANIE LAURENT from Leopardo Filmes on Vimeo.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

"Quem se importa?"

"Nem tudo o que conta pode ser contado. E nem tudo o que pode ser contado, conta."
Albert Einstein

«Nós criamos nossas próprias vidas. Nós criamos nosso próprio mundo. Mas antes de criarmos o nosso próprio mundo, devemos imaginar que tipo de mundo queremos. E depois, começar a criá-lo. 

Imagem obtida em Eu me Importo
Eu diria que é uma questão básica de estilo de vida. Como vivemos neste planeta. Que tipo de responsabilidade você impõe a si próprio. Então, uma vez que você sabe isso, você cria a consciência de que se eu faço isso, se eu vivo a minha vida desta maneira, eu estou a prejudicar a vida de alguém. E o princípio básico deveria ser: "a minha vida não deve prejudicar a vida de mais ninguém".»
Muhammad Yunus

«De qualquer sector, de qualquer parte do planeta, é possível que surjam iniciativas que podem mudar o rumo do planeta.»
 Oscar Rivas

«Que nós nos lembremos das nossas maiores aspirações, e possamos trazer nossas dádivas de amor e de trabalho para o altar da humanidade. Que nos lembremos mais uma vez de que não somos seres isolados, mas conectados em mistério e encantamento a este universo, a esta comunidade, e uns aos outros.» 
Karen Tse

Estes textos são declarações feitas ao longo do filme QUEM SE IMPORTA (Mara Mourão, Brasil, 2013), do qual foi extraído o seguinte trecho: 



Imagem obtida em Quem se Importa
«QUEM SE IMPORTA é um longa metragem de 93 minutos e foi filmado em 7 países diferentes: Brasil, Peru, USA, Canadá, Tanzânia, Suiça e Alemanha. Um total de 20 locações em apenas 40 dias, com todas as dificuldades de união das agendas dos nossos entrevistados. O filme também conta com várias animações, além das cenas gravadas em três idiomas diferentes (Português, Inglês e Espanhol). Narração de Rodrigo Santoro. Direção de Mara Mourão e produção de Mamo filmes e Grifa filmes.»

«Você se importa com o destino da humanidade e do planeta? Um número cada vez mais expressivo de pessoas não só tem respondido sim a essa pergunta como tem colocado a mão na massa em prol dos interesses coletivos. Essa revolução, baseada na conversão de ideais em ações concretas, foi documentada pela cineasta carioca, radicada em São Paulo, Mara Mourão. Ela lançou recentemente o longa-metragem Quem Se Importa, filmado em sete países: Brasil, Peru, Estados Unidos, Canadá, Tanzânia, Suíça e Alemanha.  Nessas localidades, Mara registrou o trabalho de 18 empreendedores sociais, figuras que despontaram nas últimas décadas, motivadas pelo desejo de contribuir para a evolução das relações humanas, econômicas e ambientais. »

O documentário é recomendado pela UNESCO e ganhou, em 2013, 5 prémios em festivais de cinema: prémio do público para o Melhor Documentário no  Washington DC International Film Festival,  o prémio de melhor documentário no DocMiami International Film Festival e no International Film Festival for Environment, Health, and Culture (Indonesia), prémio de Excelência no International Film Festival for Peace, Inspiration and Equality, e uma Menção Honrosa no SAMO 2013 – Santa Monica Independent Film Festivale .

segunda-feira, 11 de julho de 2016

"O lado negro do chocolate" em Famalicão dia 15/7

"O lado negro do chocolate" 
(The Dark Side of Chocolate, 2010, 46 min)


Dia 15 de julho de 2016, 21h30, na Casa do Território, Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão.  Gratuito, entrada livre

Documentário a ser exibido na próxima sessão AMBIENTAR-SE, apresentado pela Associação YUPI, em que são convidados para dinamizar o debate, Miguel Pinto, da Associação Equação, e Pedro Jorge Pereira, Ativista Eco-Social. 

Sinopse:
«O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças? O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos. Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau, respondendo por cerca de 42 da produção. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no setor até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor “o lado negro do chocolate”.»



As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão (Parque da Devesa) e instituições locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final.

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184
Sítio na Internet: www.parquedadevesa.com Página Facebook: https://www.facebook.com/parquedadevesa/

(publicação em simultâneo com Famalicão por um mundo Melhor)

domingo, 3 de julho de 2016

Angola - onde a corrupção mata crianças

Na sequência da publicação e divulgação do relatório da UNICEF "A fair chance for every child" de junho 2016 (resumo em português aqui), que prevê que até 2030, quase 70 milhões de crianças podem morrer antes dos 5 anos, e  que apresenta Angola como o país com a maior taxa de mortalidade infantil, republica-se esta mensagem (originalmente publicada há um ano, a 13/07/2015) com um documentário que mostra o que se passa em angola nesta matéria. Criminoso! (3/7/2016).

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Angola - onde a corrupção mata crianças   :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

«Uma em cada seis crianças angolanas morre antes de completar cinco anos. Os dados da Unicef levaram Nicholas Kristof, colunista do The New York Times, até Angola para perceber este problema, numa reportagem de opinião que o PÚBLICO divulga em parceria com o jornal norte-americano. “Este é um país repleto de petróleo, diamantes e milionários que conduzem Porsches e crianças a morrer à fome”, inicia Kristof a sua reportagem sobre a mortalidade infantil em Angola

«De acordo com dados publicados pela Unicef, uma em cada seis crianças morre em Angola antes de completar cinco anos. A malária é tida como a principal causa de mortes, que poderiam ser evitadas, segundo Nicholas Kristof, se houvesse menos corrupção.  “Na verdade é um país riquíssimo, inundado de petróleo e diamantes. O verdadeiro problema é que este é extremamente corrupto. Aqui políticos compram jaguares enquanto crianças morrem no ritmo mais acelerado do mundo”, aponta. A vídeo-reportagem, reproduzida pelo Público em parceria com o The New York Times, já legendada, destaca ainda os índices elevados de subnutrição e a insuficiência de médicos nos hospitais.  “É mais fácil para as autoridades roubarem dinheiro quando constroem um hospital grande e caro. Por outro lado, formar uma equipa hospitalar não oferece esse tipo de contrapartidas”, concluiu. Angola, o país onde morrem mais crianças» 

Nicholas Kristof denuncia a corrupção desenfreada numa Angola rica,  que está a privar as crianças de cuidados de saúde básicos e a contribuir para a maior taxa de mortalidade infantil no mundo.   Veja a reportagem aqui.



*********************************************************************************************************************

«Num índice sobre fome e nutrição, um total de 45 países foram analisados no contexto de 22 indicadores que procuram medir a atuação dos governos nas áreas de combate à fome e à subnutrição, tendo a Guiné-Bissau apresentado os piores resultados, ficando na 45.ª posição, e Angola na 42.ª»
Compromisso de redução da fome, compromisso de nutrição e compromisso global de fome e nutrição  - pontuação e rankings de 2013 HRCI

Fonte: relatório IDS (Institute of Development Studies) "The Hunger And Nutrition Commitment Index (HANCI 2013): Measuring the Political Commitment to Reduce Hunger and Undernutrition in Developing Countries", junho 2014
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: 13/7/2015::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

terça-feira, 28 de junho de 2016

Glifosato: temos veneno na UE por mais 18 meses!

Segundo a Reuters, a Comissão Europeia vai estender por 18 meses a permissão de uso e venda do  herbicida glifosato, conhecido como o "Roundup" da Monsanto.

Isto depois da Organização Mundial de Saúde ter considerado esta substancia como provavelmente cancerígena para humanos ... para além de outras doenças...

A razão para esta decisão? Digam eles as que quiserem, mas podem entender bem o negócio aqui.

Triste desfecho para esta batalha contra o glifosato na UE. Triste´e revoltante, mas não é um epílogo! Continuaremos a lutar e a ajudar a esclarecer!

Imagem obtida em WakeUp

domingo, 19 de junho de 2016

Não largue balões!

Todos os balões lançados, incluindo os que são comercializado como "latex biodegradável", voltam para a Terra como lixo e poluem os lugares mais remotos e intocados. Os balões podem viajar milhares de quilómetros, chegam às linhas de água e ao mar, matando inúmeros animais.

Imagem obtida em mcsuk.org
Fonte (adaptado): Ballons Blow

  • «Sabia que actualmente o plástico na Natureza, e em particular no mar, é um dos maiores flagelos ambientais dos nossos tempos, sendo responsável pela morte de golfinhos, baleias, aves ou peixes que o confundem com alimento?
  • Já reflectiu acerca de qual será o destino dos balões de plástico largados para o ar após serem levados pelo vento e rebentarem?
  • Será coerente ensinar as crianças que os pequenos gestos fazem a diferença e que não devem sequer atirar um único papel para o chão, mas lançar na Natureza dezenas de objectos de latex sufocante?»

Fonte: "Largada de balões mata!", em Tara Recuperável, 23.06.2015

«Está cientificamente provado, como dizem os investigadores do Aquário de Virgínia, que muitos animais, tanto em terra como no mar, acabam por morrer por causa dos balões.

Ed Clark, do Centro da Vida Selvagem da Virgínia, constatou que os animais que mais sofrem com este problema são as tartarugas marinhas que acabam por confundir o objecto com uma alforreca e comem-nos, o que leva à morte. E não só. O perigo também existe para outros animais marinhos como golfinhos e baleias que já foram encontrados com balões alojados no estômago. Já os pássaros, por exemplo, ficam presos nos fios de “nylon” ou plástico.»

Fonte: "Será que um dia vamos deixar de largar balões?", Bruna Cunha , em Público P3, 09.03.2015 

«Espantosamente, até nas escolas as crianças já vão sendo incentivadas a lançar "mensagens de esperança" (humanitárias, culturais ou, ironicamente, ambientais), sem os seus educadores se preocuparem nas implicações de tais actos.

Mas qual é, afinal, o problema? O problema é que o que sobe também desce! E depois de uma muito rápida euforia (de dois, cinco, dez minutos, no máximo?!) ninguém se lembra mais do balão (ou dos 10, 250, 5'000 ou 200'000 que foram largados)... A Natureza tem, porém, de lidar com eles - e não será apenas por minutos. Por vezes, será durante meses ou anos.

E para onde vão os balões? O que lhes acontece? Simples: os balões rebentam e caem! Caem e ficam presos nas árvores. Caem e aterram em rios, lagos e lagoas! Caem e invadem pastos e zonas de reprodução. Em suma, caem e tornam-se lixo. Lixo não biodegradável... E são, todos os anos, milhares! Um fenómeno crescente nos países ditos "desenvolvidos".

Tudo para uns efémeros e banais momentos de "beleza visual"... Mas haverá MESMO necessidade destas largadas?»

Fonte: "Balões são armadilhas de morte", Élio Vicente, Biólogo Marinho, em Expresso (13.08.2008)



Todas as imagens, excepto a primeira, foram obtidas no site Ballons Blow 

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Custo Humano dos Agrotóxicos (Pablo Piovano)

Numa altura em que na Europa se considera readmitir ou proibir o uso e venda do herbicida glifosato, era bom que os representantes dos estados Membros que irão decidir esta questão até 30 de junho, vissem com atenção  esta fotorreportagem de Pablo Ernesto Piovano, que mostra os efeitos dos pesticidas na Argentina.

Mais abaixo, a tradução do texto de Pablo Piovano na sua página.


El costo humano de los agrotóxicos - por Pablo Ernesto Piovano (Subtitulado: inglés) from Pablo Ernesto Piovano on Vimeo.


«Está à vista que ao longo do tempo e com o avanço da tecnologia e da "civilização" perdemos a memória do nosso antigo relacionamento com a natureza.

Custa a acreditar que uma grande parte dos alimentos que usamos diariamente são criados num laboratório e fumigados com produtos químicos altamente tóxicos.

Quando soube dos números terríveis do custo humano, decidi, de forma independente, documentar o impacto que os pesticidas estão a ter na saúde dos trabalhadores rurais. Na viagem percorri 6.000 quilômetros pelo litoral e norte da Argentina.

De acordo com a rede de médicos das aldeias pulverizadas com glifosato, o primeiro inquérito diz que são 13,4 milhões de pessoas afetadas. Quase um terço da população total.

Em algumas populações, e em menos de uma década, os casos de cancro em crianças triplicaram, e os abortos espontâneos e malformações congénitas aumentaram 400%.

Apesar da força desta realidade, não há nenhuma informação sistematizada a nível oficial.

Em 1996, a Argentina fez um acordo com a Monsanto para a comercialização da soja transgénica e para uso do glifosato, num procedimento rápido, sem análise científica e sem avaliação de danos humanos.

Imagem obtida em elfederal
A Argentina tornou-se um território de experimentação.

Em 2012, já existem 21 milhões de hectares plantados com sementes transgênicas.

Isto representa 60% da terra arável do país.

Em 2012, 370 milhões de litros de agroquímicos foram usados ​​em solo argentino. O glifosato e o 2.4D, um componente do agente laranja, são herbicidas de uso corrente no país.

Em junho de 2011, o glifosato foi incluído entre os Agentes de Contaminaçõo Orgânica Persistente pela Convenção de Estocolmo.

Na Argentina não existe nenhuma lei nacional que regule a utilização de herbicidas.

Em 2014 o lucro da Monsanto foi de cerca de 16 mil milhões de dólares.

Tudo isto ocorre no seio do silêncio cúmplice da maioria dos meios de comunicação.

Como resultado direto há povos indígenas deslocados, devastação de florestas nativas e contaminação ambiental.»


Pablo Piovano


terça-feira, 24 de maio de 2016

"Morrendo para ser eu" (Anita Moorjani)

Anita Moorjani , autora do livro "Dying to be me!" (Nascer de Novo), conta-nos a sua inspiradora experiência de "quase morte" e como a sua vida mudou porque entendeu o que estava errado com ela.

Uma reflexão que vale a pena ouvir (tem legendas Pt-Br).

Com os agradecimentos a Artur Ferreira, pela partilha.

Se gostou, veja também o testemunho da neurocientista Jill Bolte Taylor.