quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Vegetariano à semana

Para aqueles que sabem os impactos negativos que a pecuária tem no ambiente, e que se preocupam com a saúde e o bem estar animal, mas não estão prontos para serem vegetarianos, uma solução poderia ser seguir o concelho de Graham Hill, o canadiano fundador do site Treehugger: ser vegetariano de segunda a sexta-feira.

Imagem obtida aqui
Sabemos que não é nada fácil mudar hábitos, sair da zona de conforto. Custa, dá trabalho! Mas se não fazemos nada por convicção, apenas porque é hábito, ou porque a sociedade também faz, a vida fica sem sentido!

Para quem come em casa, é mais fácil introduzir uma dieta vegetariana, vai-se aprendendo e a culinária até é mais fácil, embora use mais ingredientes e mais diversificados. Já quem tem de comer fora de casa, é mais complicado, pois a maior parte dos locais em Portugal não estão preparados, sobretudo fora das grandes cidades como Lisboa e Porto. Mas se mais pessoas começarem a perguntar pela opção vegetariana, mais depressa se adaptarão.

domingo, 12 de novembro de 2017

O perigo dos aerossóis e da geoengenharia



As nações, seus governos  e suas pessoas, já sabem há décadas que a atual economia está a alimentar o aquecimento global. Não conseguiram, porque não quiseram,  travar o aquecimento global enquanto era tempo, continuando a consumir combustíveis fósseis e a desflorestar, como se nada (ou quase nada) se passasse.

Entretanto, em vez de agarrar as soluções sustentáveis, como as energias renováveis ou a diminuição do consumo,as soluções de geoengenharia imaginadas por cientistas, que visam manipular o clima, começam a ser faladas mais "abertamente".

Imagem obtida em PET.EAA -UFV
Estas técnicas já são estudadas há vários anos, (ver este o artigo "Um guarda-sol para refrescar a Terra" de 2006) e até são financiadas por milionários, como Bill Gates (ver no The Guardian, 2012). No entanto, nunca foram testadas, porque não o podem ser, já que só há uma atmosfera, só há uma escala de ensaio - a realidade.

É o caso de lançar aerossóis na atmosfera, que não fazem ideia das potenciais consequências negativas que daí advém.  E há quem afirme que essas soluções já estão no ar!

O ser humano têm sérias dificuldades em duas coisas: perceber o princípio da precaução e mudar de comportamentos! E desta maneira coloca a sua espécie (e muitas outras) em risco de extinção.

Sobre este assunto, aconselho o extrato da conversa com Filipe Duarte Santos e Luísa Schmidt no vídeo no topo, e também o vídeo da NASA, mais abaixo, que explica o que são aerossóis. Pelo meio, um extrato de um artigo do jornal DW Brasil sobre o uso de aerossóis de sulfato na estratosfera para travar o aquecimento global.

«Sulfato na estratosfera

A gestão de radiação solar com o uso de aerossóis reflexivos na estratosfera não está incluída nos cenários de redução de emissões do IPCC, mas o painel da ONU a descreveu como um meio de, "compensar,em certa medida, o aumento da temperatura global e alguns de seus efeitos". Outras tecnologias de SRM, como colocar espelhos no espaço para desviar os raios solares, também estão sendo avaliadas, mas são consideradas caras e complicadas demais para serem executadas.

Já os aerossóis são vistos como baratos e viáveis. Ainda assim, eles provavelmente são a mais controversa das tecnologias de geoengenharia. Além de envolver uma intervenção direta no sistema planetário, com consequências amplamente desconhecidas, essa opção não lida com as causas do aquecimento global. Ela também gera questões complicadas, como: quem vai regular o termostato global? E como impedir conflitos entre as nações sobre os efeitos colaterais?

Imagem de DW
É quase certo que vaporizar sulfato ou outros tipos de aerossóis na estratosfera, a no mínimo 19 quilômetros de altura, com o objetivo de refletir a radiação solar, vai reduzir as temperaturas globais. Esse efeito foi observado depois da violenta erupção vulcânica no Monte Tambora, na Indonésia, em 1815, quando o tempo ruim e as baixas temperaturas levaram a uma queda disseminada nas colheitas e ao "ano sem verão".

Testar como os aerossóis se comportam na estratosfera e que outras consequências eles poderiam ter exige uma experiência de campo numa escala equivalente ao uso previsto. Como isso não é possível, os pesquisadores terão de confiar em modelos matemáticos computadorizados que replicam de forma imperfeita o mundo real.

Alguns mostram que a redução da radiação solar levaria a uma diminuição nas chuvas e na disponibilidade de água nos trópicos, enquanto outros apontam para uma recuperação lenta da camada de ozônio sobre a Antártida.

"O grau de incerteza é muito elevado", comenta a pesquisadora Ulrike Niemeier, do Instituto Max Planck de Meteorologia, de Berlim. E isso não vale só para a ciência. Se, por exemplo, o clima estiver sujeito à manipulação, e um determinado país passar por um período de seca por causa disso, esse país poderia adotar ações legais. Ou até algo pior.»

Fonte: "Os riscos da manipulação do clima pela geoengenharia", Jennifer Collins,  18.10.2017, DW Brasil

sábado, 11 de novembro de 2017

Adiada decisão sobre glifosato na Europa

«A Comissão Europeia adiou para o final do mês a decisão sobre a renovação da licença para a utilização de glifosato por mais 5 anos.
...
Os Estados Membros não chegaram a acordo sobre a renovação de licença do herbicida que a Organização Mundial de Saúde diz ter riscos cancerígenos.  Portugal absteve-se na votação que teve 14 votos a favor, nove votos contra e cinco abstenções.»
Fonte: RTP

Neste caso, adiar a decisão é melhor do que permitir, mas é triste que Portugal, com um índice de contaminação por glifosato absurdo, não tenha assumido uma posição contra este herbicida cancerígeno, mais conhecido por Roundup.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Portugal vota esta semana o destino do herbicida glifosato

Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora:

«PORTUGAL VOTA ESTA SEMANA O DESTINO DO HERBICIDA GLIFOSATO
2017/11/07 _ Com o maior nível de contaminação de toda a União Europeia

É esta quinta, 9 de novembro, a votação em Bruxelas onde deverá ficar decidido o futuro do glifosato – o herbicida mais usado em Portugal. A Comissão Europeia pretende a renovação da licença, que expira já a 15 de dezembro, mas não tem conseguido apoio suficiente por parte dos Estados Membros. O Ministério da Agricultura português (que se absteve na reunião anterior) é chamado a defender os interesses do país e juntar-se aos que exigem o fim do glifosato – a única opção defensável, considerando as evidências já acumuladas a nível nacional e não só.

Contaminação generalizada em Portugal
De acordo com os dados disponíveis Portugal é o território europeu mais poluído por glifosato. Um estudo científico[2] publicado há menos de um mês avaliou os resíduos de glifosato (que persiste no solo, ao contrário do que a publicidade afirma) em terrenos agrícolas de 11 Estados Membros representativos e verificou que 53% das amostras de solo portuguesas continham este herbicida – colocando o nosso país no topo destacado da tabela (a França, o 2º país mais contaminado, ficou-se por 30% de amostras positivas). Além disso Portugal tem também a maior quantidade de glifosato no solo: 11.4 vezes mais do que a pior amostra da Itália, por exemplo.

Estes dados estão alinhados com os valores conhecidos de contaminação humana. Em 2016 o levantamento realizado pela Plataforma Transgénicos Fora[3] evidenciou níveis inesperadamente elevados deste herbicida na urina de todos os voluntários testados. Os portugueses apresentaram, em média, vinte vezes mais glifosato do que os seus homólogos alemães. Comparando com o valor mais elevado obtido em 182 análises de diversos países europeus, a pior amostra portuguesa está 18 vezes mais contaminada – e, se estivesse em água de consumo, contaminaria essa água 320 vezes acima do limite legal.

Enquanto o Ministério da Agricultura não souber explicar como é que Portugal ficou tão contaminado por glifosato, e não implementar medidas que reduzam drasticamente este problema, é impensável permitir que a utilização generalizada na agricultura, nas ruas e até para fins domésticos possa continuar. Não aceitamos que se subestime a toxicidade do glifosato pois, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glifosato causa cancro nos animais de laboratório em que foi testado.[4]

Processo europeu com omissões graves
Curiosamente há quem desvalorize a avaliação da OMS. A Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) concluíram, de uma forma muito criativa, que o glifosato é inócuo. A legislação comunitária estipula que uma substância seja classificada como cancerígena desde que dois estudos independentes com animais demonstrem aumento de tumores. No caso do glifosato pelo menos 7 em 12 estudos de longo prazo apresentam esse acréscimo tumoral, mas a EFSA e a ECHA optaram por desqualificar esses estudos independentes e limitaram as suas conclusões aos trabalhos pagos pela indústria.[5] Estas omissões e as diversas justificações apresentadas violam diretamente as regras em vigor, mas isso talvez não seja de espantar uma vez que o principal relatório oficial copiou na íntegra páginas e páginas do documento inicial apresentado pela multinacional Monsanto.[6]

A bióloga Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora, lembra: "O glifosato é tão incontornável como antigamente o DDT, que era usado por tudo e por nada. Aprendemos a viver sem o DDT (exceto em casos muito pontuais) quando se percebeu quais os seus efeitos na saúde, e podemos fazer o mesmo com o glifosato. A indústria quer convencer-nos que a agricultura sem glifosato está condenada, mas a verdade é que com glifosato o que está condenado é a nossa saúde."

Note-se que o glifosato não serve sequer para a conservação do solo, como propõem os defensores da "mobilização mínima" e "não mobilização". É já sabido que o glifosato é tóxico para múltiplos organismos do solo, contribuindo assim para a redução da sua fertilidade.[7] Infelizmente práticas destas, que envolvem vastas aplicações de glifosato (incluindo na chamada "produção integrada"), são em Portugal consideradas medidas agroambientais e recebem os respetivos subsídios nacionais e comunitários.

Os dias do fim
Já há países e até empresas[8] a fazer a transição para a época pós-glifosato. As alternativas não faltam.[9] O governo francês, por exemplo, já anunciou uma linha de financiamento de 5 mil milhões de euros em cinco anos para apoiar o período de mudança.[10] Claro que a indústria dos agroquímicos luta vigorosamente contra essa evolução: na União Europeia a venda de glifosato rende mil milhões de euros anualmente.[11]

A coordenadora da campanha Autarquias Sem Glifosato/Herbicidas, Dra. Alexandra Azevedo, conclui: "Ao contrário do propagandeado o glifosato é perigoso e o alerta público para os seus riscos está a aumentar no nosso país. A sondagem do passado mês de outubro[12] mostra que 77% dos portugueses pretendem a proibição imediata deste herbicida e apenas 8% preferem manter o seu uso. A nível comunitário mais de um milhão de pessoas aderiu a uma Iniciativa de Cidadania Europeia para acabar com o glifosato.[13] Seja qual for a decisão europeia, o nosso governo não tem legitimidade política para manter o glifosato em circulação."

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Nota
A Comissão começou por propor uma renovação por 15 anos[14] mas nem reduzindo para 10, 7, 5 e 3 anos foi possível atingir a maioria qualificada necessária[15], de acordo com relatos da reunião de 25 de outubro. A reunião de 9 de novembro é no âmbito do SCOPAFF – Comité Permanente dos Vegetais, Animais e Alimentos para Consumo Humano e Animal (Secção de fitofármacos): http://tinyurl.com/yaz2aaf6

Referências
(1) http://tinyurl.com/yd6w3kys
(2) http://tinyurl.com/ybdselpv
(3) http://tinyurl.com/y9ol2ykq
(4) http://tinyurl.com/y8r32up8
(5) http://tinyurl.com/ybhlycoh
(6) http://tinyurl.com/y8mvug9j
(7) http://tinyurl.com/y8228h3v
(8) http://tinyurl.com/ycd3uj4e
(9) http://tinyurl.com/y72848fr
(10) http://tinyurl.com/ya76pzod
(11) http://tinyurl.com/yablz4pe
(12) http://tinyurl.com/ya75x6wb
(13) http://tinyurl.com/yb2paggn
(14) http://tinyurl.com/ybzdmz8d
(15) http://tinyurl.com/y8rs9grk»

Comunicado aqui.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Este não é o filme que Portugal merece


This is Portugal from Shortfuse on Vimeo.

«Este não é o filme que queríamos ter feito. 
Este não é o filme que Portugal merece.

Maior área ardida de sempre.
Mês mais seco em 87 anos.
Mais de 500 fogos activos num dia.
Mais de 100 mortos.

Não podemos esquecer.
#PortugalPrecisaDeTi»

Fonte: Shortfuse


Veja como ajudar a comunidade vítima dos incêndios neste site da TVI (ajuda para Seia, Vouzela, Tábua, Arganil, Mangualde, Santa Comba Dão e Viseu) ou aqui (Leiria), e também no Jornal de Negócios. Somos um povo solidário, não esqueçamos!

Para ajudar a Quinta de Cabeço do Mato (permacultura), que ardeu completamente, contribua aqui

Para ajudar a Quinta dos Melros (eco-construção), que ardeu completamente, contribua aqui

(menciono estes dois casos porque os conheço pessoalmente: já estive na  outrora belíssima Quinta do Cabeço do Mato e o Chris Ripley da Quinta dos Melros já veio a Famalicão fazer um interessante workshop sobre a bomba carneiro). 

Para entender melhor os incêndios de Portugal em 2017, ver o Relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios de Pedrógão Grande e a reportagem da TVI "O Cartel do Fogo".

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Workshop Higiene e Cosmética Natural (Famalicão, 12 nov)

A Associação Famalicão em Transição está a promover um Workshop Higiene e Cosmética Natural. No próximo dia 12 de novembro, aprenda a cuidar de si com produtos naturais, livres de químicos sintéticos, e fáceis de fazer.

Este workshop é facilitado por  Débora Moura, licenciada em Psicologia, especialista em Terapias Naturais e Complementares, e criadora dos produtos naturais "MIMOS DA NATUREZA".

«A maioria dos produtos de higiene e cosmética presentes no mercado inclui ingredientes nocivos à saúde e ao ambiente e muitos ainda têm origem animal e/ou testam em animais... mas existem alternativas mais saudáveis, mais éticas, naturais e eficazes! Venha aprender a fazer alguns produtos naturais de higiene e cosmética!»

Dia 12 de novembro, das 10h00 às 12h30
Serviços Educativos do Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão

Valor: 10 € (8 € para sócios da Associação Famalicão em Transição)
Mais informações: famalicaom@gmail.com

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Portugal em seca. Poupe água!

Índice de seca PDSI. Fonte: IPMA, 8/10/2017
Portugal está em seca severa e extrema, e, apesar de se prever uns dias de chuva na próxima semana,  tudo indica que vá continuar.

«O mês de setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos, classificando-se como extremamente seco. Consequentemente verificou-se um aumento da área em situação de seca severa e extrema.

De acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, a 30 de setembro cerca de 81.0 % do território estava em seca severa e 7.4 % em seca extrema.»
Fonte: IPMA, 8/10/2017

Poupe água, mesmo que ainda não lhe falte na torneira. Cada vez mais a água potável será um bem escasso. E todavia, essencial!

Não lave passeios, nem terraços, nem calçadas; evite lavar o carro; tome banhos curtos; feche a torneira ao fazer a barba e ao lavar os dentes. Estes cuidados deviam ser já hábitos normais, mas cada vez são mais prementes.


Por dia gastam-se muitos litros de água; 10 litros numa descarga de autoclismo, 80 litros num banho rápido, 100 litros numa lavagem de roupa na máquina e 50 litros numa lavagem de louça na máquina. O esforço para poupar água é uma obrigação.

Algumas dicas para poupar água:

Fonte: Turma da Mónica
1. Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, perde até 50 litros/dia. Isto significa 1500 litros por mês. Feche bem as torneiras, verifique-as e repare as fugas de água.

2. Certifique-se que a sua casa não tem torneiras a pingar escondidas. Leia o contador da água após duas horas em que não use agua e verifique se ele mexeu alguma coisa. Se não mexeu, saberá que não tem fugas e que está a economizar água.


3. O caudal de uma torneira é de 11 a 19 litros de água por minuto. Instale um compressor redutor de caudal e poderá reduzir o consumo em 50%.

4. De cada vez que utiliza o autoclismo deita muita água fora, desnecessariamente. Tente regulá-lo de forma a poupar água.

5. Coloque um objecto que não flutue no depósito do autoclismo, como uma garrafa de 1,5 l cheia de água, e os gastos de água serão reduzidos.

6. Evite puxar o autoclismo desnecessariamente. Não deite lixo, óleos e restos de comida na sanita.

7. Como descobrir se o seu autoclismo perde água? Ponha umas gotas de corante no depósito e se vir água corada na sanita, sem ninguém ter puxado o autoclismo, é porque existe uma fuga.

8. Não deixe correr a água enquanto lava os dentes ou faz a barba, pois abrir e fechar a torneira várias vezes é melhor do que deixar a correr água sem necessidade. Mas o melhor é usar o copo ou a pia com água.

9. No duche, feche a torneira enquanto se ensaboa. O consumo cairá de 180 para 48 litros.

10. Prefira o duche ao banho de imersão. E se vai mesmo tomar banho na banheira, tape o ralo antes de abrir a água quente. Apesar de sair fria no início, ficará depois a uma temperatura óptima após adicionar a água quente.

11. Utilize a máquina de lavar louça ou roupa só quando estiverem cheias ou se possuírem programas de meia-carga.

12. Lavar louças com água corrente desperdiça até 105 litros. Encha o lava-loiça, ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxague tudo de uma vez. 

13. Regue as plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Nessa altura, a evaporação de água causada pelo Sol é menor, pelo que poupará este recurso. Se usar mangueira, coloque pistola de rega na ponta.

14. Nunca deite água fora que possa ser útil para outros fins, como regar as plantas ou o jardim, ou mesmo para lavar a casa.

15. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Lave o carro no máximo uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar.

16. Na limpeza de quintal e calçada USE VASSOURA e não água.

17. Se detectar uma fuga de água num espaço público, contacte imediatamente a entidade competente.

domingo, 29 de outubro de 2017

Transição Interior

Na senda das Comunidades em Transição, materializada através da rede internacional Transition Network ou através de muitas outras comunidades em rede ou isoladas pelo mundo, um dos passos mais difíceis e, no entanto fundamental, é a Transição Interior.

Na mensagem "Global Talk" de Sri Prem Baba, de setembro passado, "O que está acontecendo com o nosso mundo?"  (no vídeo abaixo), essa transição está bem explicada. Transcrevo um pequeno extracto:

«Nosso planeta é lindo! 

Mas o povo que vive nele é muito primitivo. 

Somos uma civilização que não merece nem mesmo esse adjetivo: "civilizados".

Não somos civilizados!  Essa ideia é parte da viagem do ego. Nem educados somos. 

Somos muito ignorantes.

Porque eu digo isso?

Porque de acordo com a minha visão, o que nos torna civilizados é a nossa capacidade de criar empatia, de se colocar no lugar do outro. 

Ou seja, nossa capacidade de manifestar o amor em todas as suas dimensões.   O amor tem diferentes dimensões: respeito, igualdade, caridade, humildade, perdão, compaixão. 

Mas esse amor só se manifesta quando formos capazes de nos auto responsabilizar pelas nossas próprias escolhas. Que inclui o fim da vitimização e do jogo das acusações.»


Dedico este post a todos os que acordaram ou estão prestes a acordar.
Dedico também aos que estão em sono profundo, mas esses certamente não virão aqui, muito menos irão ver o vídeo. Mas se chegarem, e se virem, e se entenderem, então já não estavam em sono profundo.





Para acabar, transcrevo um excerto do texto "O bondage da bondade" de Isabela Figueiredo, publicado há dias no seu blogue Novo Mundo:

«Há em nós uma bondade intrínseca contra a qual lutamos todos os dias, por não ser boa ideia evidenciá-la. Ninguém lhe acha graça. Há uma bondade que passamos a vida a calar, a controlar. E, contudo, se há algo de que o mundo precisa é de bondade. Mais nada

(as imagens foram retiradas da página de de Sri Prem Baba no Twitter )