domingo, 21 de Setembro de 2014

"A Paz é uma Militância"

Para assinalar o Dia Internacional da Paz 2014 (21 de setembro) em tempo de tantas guerras, um texto (em espanhol) de José Saramago, publicado recentemente no site da Fundação Saramago, e lido pelo autor no dia 20 de novembro de 2001, que se intitula “La paz es una militancia”.



Fonte: Fundação José Saramago: «José Saramago: “La paz es una militancia”», 3 Setembro, 2014

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Parque da Devesa em festa - 26 a 28 de setembro, Famalicão

O 2º Aniversário do Parque da Devesa propõe realçar a relação do Homem com a Natureza e consigo próprio, numa viagem através dos sentidos, na procura do equilíbrio, saúde e harmonia com o ambiente.

Promovido pela Câmara Municipal de Vila nova de Famalicão, o evento decorre no Parque da Devesa entre os dias 26 e 28 de 28 de setembro de 2014.

As atividades incluem espetáculos, animação de exterior, oficinas de exterior, workshops, mercado ecológico, palestras, exposições, jogos tradicionais, shiatsu, yoga, tog chod, caminhada, slackline, lu jong, etc..

A entrada é livre e gratuita, no entanto os participantes serão convidados a contribuir com um bem alimentar (a ser entregue nas Lojas Sociais) ou um eletrodoméstico avariado (a ser entregue no Hospital de Monstros).


Os workshops e as palestras são sujeitos a inscrição através do telefone 252 374 184 ou do e-mail parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org

Programa completo do 2º Aniversário do Parque da Devesa aqui ou aqui .


terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Entendendo as ervas "daninhas"

A natureza é sábia, e se as ervas espontâneas a que chamamos "daninhas" aparecem onde não queremos, há uma razão para isso, como explica Geoff Lawton no vídeo abaixo. Para além de contribuírem para melhorar ou corrigir a textura e composição do solo, muitas delas têm utilidade direta para os seres humanos. Umas são comestíveis, muitas são medicinais, outras ainda são preciosas como  biopesticidas ou como fertilizantes na agricultura biológica (ex. urtiga , consolda ou confrei).
Claro que ninguém gosta que as ervas espontâneas "abafem" as suas culturas, especialmente se forem invasoras, mas podemos ir aprendendo a conhecê-las e tirar partido delas, e quem sabe até talvez um dia conseguiremos fazer como Masanobu Fukuoka, que semeava as suas culturas de arroz na época certa, de modo que o arroz já tinha tamanho suficiente quando as ervas haveriam de germinar (o que já não conseguiam), e assim não precisava de lutar com elas.


Entendendo as Ervas Daninhas from Masanobu Fukuoka on Vimeo.

domingo, 7 de Setembro de 2014

Workshop sobre Alimentação - V.N. Famalicão, 13/9/2014

O Grupo Famalicão em Transição está a organizar um "Workshop sobre Alimentação" com a formadora Atimati, para sábado dia 13 de Setembro de 2014 das 9h30 às 12h30 (com possibilidade de prolongamento gratuito na parte da tarde, caso haja interessados), na Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão.

Os tópicos principais a abordar serão "alimentos a evitar", "alimentos a ingerir com mais frequência", " o problema do trigo moderno, um veneno", "tipos de dieta e seus prós e contras" e muito mais...


Para se inscrever envie e-mail para famalicaom@gmail.com. O valor, 15 euros, será pago apenas no próprio dia.
Organização: Grupo Famalicão em Transição
Apoio: Município de Famalicão

Mensagem idêntica à publicada no blogue Famalicão por um Mundo Melhor em 29/08/2014

sábado, 6 de Setembro de 2014

Revolução no jardim: "Homegrown Revolution"

Casa da família Dervaes - imagem obtida aqui
Pode um lote urbano de 800 m2  (com uma casa e garagem) gerar mais de 3000 quilogramas de alimentos biológicos num ano? Pode, pelo menos na Califórnia!

Veja o vídeo abaixo - a curta-metragem premiada de 2009 "Homegrown Revolution", e saiba como a família Dervaes de Pasadena transformou o tradicional logradouro na "atividade mais perigosa do mundo": cultivar alimentos para ficar livre

Conheça melhor a família e a história no site  http://urbanhomestead.org/. De acordo com informações deste site, o recorde foi em 2010, com a produção de 3175 kg (7000 lb) de alimentos numa área cultivada de 400 m2 (1/10 acre).


A Revolução da Horta Caseira from Masanobu Fukuoka on Vimeo.

Este "post" foi publicado originalmente em 16/07/2014 com o vídeo em inglês, republicado em 06/09/2014 com o vídeo legendado em português.

quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

"Uma Árvore pela Floresta"

«Os CTT e a Quercus estabeleceram uma parceria que vai permitir florestar com espécies vegetais autóctones algumas zonas do nosso País mais afectadas pelos incêndios. Para isso basta a qualquer pessoa comprar o kit “Vale uma Árvore” numa loja dos CTT até 31 de Outubro, que será depois plantada pela Quercus em áreas classificadas do Norte e Centro de Portugal. É a campanha “Uma Árvore pela Floresta”.

Com esta campanha, pretende-se a criação de bosques autóctones que oferecem uma maior resistência à propagação dos incêndios e são melhores para amenizar o clima, promover a biodiversidade, proteger a nossa paisagem, a água e os solos.

O custo de cada árvore é de 3 euros e reverte totalmente para os custos do projecto, não havendo qualquer limite ao número de árvores que podem ser apadrinhadas. No momento da compra, é entregue um pequeno kit ao comprador, composto por uma “árvore” em cartão reciclado e um código. A “árvore” de cartão serve de lembrança e pode ser oferecida. O código serve para registar a árvore com o nome da pessoa que comprou o kit. A Quercus irá plantar a árvore verdadeira antes da Primavera de 2015, e vai comunicar a espécie e o local de plantação a cada comprador. Para consultar a evolução do bosque onde foi instalada e acompanhar todo o projecto basta ir até à página: http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/.

...

Será usado preferencialmente o viveiro florestal do Centro de Educação Ambiental da Sra. da Graça (CEASG), localizado no Sabugal, que está sob gestão do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF). Tendo em consideração as áreas onde é expectável plantar, seleccionaram-se 28 espécies que poderão ser utilizadas na criação dos bosques, entre as quais se destacam: o Carvalho-alvarinho (Quercus robur), o Carvalho-negral (Quercus pyrenaica), o Sobreiro (Quercus suber), a Azinheira (Quercus rotundifolia), o Freixo (Fraxinus angustifolia), o Azevinho (Ilex aquifolium), o Azereiro (Prunus lusitanica ssp. lusitanica) e o Medronheiro (Arbutus unedo).

Estas árvores podem ser adquiridas em 210 lojas dos CTT. A lista completa das lojas pode ser consultada aqui.»


Fonte e mais informação em: http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

De que somos feitos

Reflexões sobre a dualidade que nos é intrínseca, sobre as nossas vidas equilibradas (ou desequilibradas) entre o quotidiano e a imaginação, sobre quem queríamos ser e quem realmente somos.

A primeira, extraída do texto que Leonardo Boff publicou hoje no seu blogue, cuja leitura integral recomendo vivamente:  "Em nós estão todas as memórias do universo", 

«... 
Como esta estrutura concretamente se dá em nós? Antes de mais nada, pelo cotidiano. Cada qual vive o seu cotidiano que começa com a toillete pessoal, o jeito como mora, o que come, o trabalho, as relações familiares, os amigos, o amor. O cotidiano é prosaico e, não raro, carregado de desencanto. A maioria da humanidade vive restrita ao cotidiano com o anonimato que ele envolve. É o lado da ordem universal que emerge na vida das pessoas.

Mas os seres humanos são também habitados pela imaginação. Ela rompe as barreiras do cotidiano e busca o novo. A imaginação é, por essência, fecunda; é o reino do poético, das probabilidades de si infinitas (de natureza quântica). Imaginamos nova vida, nova casa, novo trabalho, novos prazeres, novos relacionamentos, novo amor. A imaginação produz a crise existencial e o caos na ordem cotidiana.

É da sabedoria de cada um articular o cotidiano com o imaginário, o prosaico com o poético e retrabalhar a desordem e a ordem. Se alguém se entrega só ao imaginário, pode estar fazendo uma viagem, voa pelas nuvens esquecido da Terra e pode acabar numa clínica psiquiátrica. Pode também negar a força sedutora do imaginário, sacralizar o cotidiano e sepultar-se, vivo, dentro dele. Então se mostra pesado, desinteressante e frustrado. Rompe com a lógica do movimento universal.

Quando alguém, entretanto, assume seu cotidiano e o vivifica com injeções de criação então começa a irradiar uma rara energia interior percebida pelos que com ele convivem.»

A seguir, extractos do livro "Care of the Soul" de Thomas Moore, 1992, "O SENTIDO DA ALMA - Como desenvolver a dimensão profunda e sagrada da vida quotidiana" (edição portuguesa de Planeta Editora, 1996) :

«...
Cuidar da alma significa, frequentemente, não tomar partido em caso de conflito a um nível profundo. Poderá ser necessário abrir o coração o suficiente para acolher no seu seio a contradição e o paradoxo.
...
Uma vida profunda e cheia de significado nunca pode prescindir da presença da sombra, de onde deriva, em parte, o poder da alma. Se queremos viver da nossa interioridade - teremos de abdicar de todas as nossas pretensões à inocência, à medida que a sombra se vai tornando mais densa.
...
À medida que nos vamos tornando transparentes revelando-nos tal como somos e não como quem gostaríamos de ser, o mistério da vida humana na sua globalidade reluz por momentos, num lampejo da incarnação. A espiritualidade emana da banalidade da vida humana tornada transparente, graças ao favorecimento constante da sua natureza e destino.
...
Para a alma, a memória é mais importante do que as planificações, a arte mais poderosa do que a razão e o amor mais compensador que o entendimento. Sabemos que trilhamos o caminho que nos conduz à alma quando nos sentimos ligados ao mundo e às pessoas que nos rodeiam e, ainda, quando a nossa vida é orientada tanto pelo coração como pela mente. Sabemos que a alma está ser preservada quando os prazeres que sentimos penetram mais fundo do que o habitual, quando abdicamos da necessidade de nos libertarmos da complexidade e da confusão e, finalmente, quando a compaixão ocupa o lugar da desconfiança e do medo. A alma interessa-se pelas diferenças entre culturas e indivíduos, e, dentro de nós mesmos, pretende ser expressa de forma única e até de modo abertamente excêntrico. 

Deste modo, quando, invadido pela confusão e no meio de tentativas hesitantes para viver uma vida transparente, eu for o bobo, e não todos o que me rodeiam, então saberei que estou em vias de descobrir o poder da alma para tornar a vida interessante. Em última instância, a preservação da alma resulta num «eu» individual que eu nunca tinha planeado ou sequer desejado. Preservando a alma fielmente, dia após dia, afastamo-nos para dar passagem a todo o nosso engenho. A alma une-se à misteriosa pedra filosofal, essa essência da personalidade, rica e sólida, que os alquimistas procuravam, ou abre-se em cauda de pavão - a revelação das cores da alma e a exibição dos seus brilhantes matizes.»

Esta dualidade é patente e fulcral no intenso e belíssimo filme "Baraka", e na respetiva sequela "Samsara", que vivamente recomendo que assistam.  Todos temos o lado de luz e o lado de sombra, é da nossa natureza sermos espírito e corpo, imaginação e rotina, e a nossa vida desenrola-se numa permanente luta entre forças antagónicas dentro de nós próprios. Cabe-nos analisar e reconhecer esta dualidade para que possamos, de forma transparente, melhorar a nossa vida e a dos seres que nos rodeiam.

domingo, 3 de Agosto de 2014

Campanha "Vamos gravar esta ideia" (recolha de CD e DVD)

A campanha "Vamos gravar esta ideia", promovida pela  Quercus e pela Chronopost Portugal com o apoio da APA (Agência Portuguesa do Ambiente), tem como objetivo promover a recolha e reciclagem de suportes de informação descartáveis usados (CD,CD-R, CD-RW, DVD, Blu-Ray). 

A campanha é experimental, e por isso, temporária (até ao próximo mês de outubro, salvo eventual alargamento do prazo), e abrange o território de Portugal Continental. 

Pode deixar os seus CD/DVD em qualquer um dos 420 pontos da Rede Pick Me da Chronopost (eventualmente a rede poderá ser alargada) e o material, após armazenamento temporário, será enviado para reciclagem. "As receitas reverterão para projetos na área do ambiente, nomeadamente na plantação de árvores pela Fundação Floresta Unida" (fonte: Jornal Quercus Ambiente, Julho/Agosto 2014, pag. 16).

Esta campanha está regulamentada na Portaria 75/2014 de 21 de março, e mais informação, regulamento e FAQ podem ser lidos aqui no site da APA (http://www.apambiente.pt/index.php?ref=19&subref=1001). 

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Em Transição 2.0

"A Transição é uma experiência social em grande escala. Não sabemos se resultará. Mas estamos convencidos de que, se esperarmos pelos nossos governantes, virá pouca coisa e... demasiado tarde. Se agirmos como indivíduos, será muito pouco. Mas se agirmos em comunidades, poderá muito bem ser suficiente, e mesmo a tempo." (do filme)


«In Transition 2.0" é o novo filme da Rede de Transição, que reúne histórias inspiradoras de Iniciativas de Transição em todo o mundo. Histórias que respondem a tempos incertos com criatividade. Comunidades que imprimem seu próprio dinheiro, que cultivam os seus alimentos, localizando as suas economias e criando centrais de energia comunitárias. É uma ideia que se tornou viral, uma experiência social que trata de responder a tempos incertos com soluções e otimismo.» (adaptado daqui)

De 2012, três anos depois de "In Transition 1.0" (2009). Veja, inspire-se, e seja positivo!



«"In Transition 2.0" é a mais recente longa-metragem sobre o Movimento de Transição. É uma história surpreendente sobre como os grupos de transição espalhados pelo mundo estão a responder aos desafios de escassez de recursos energéticos, à instabilidade financeira e às mudanças ambientais.

O filme tem legendas em várias línguas - basta clicar no botão 'Captions' no player de vídeo que encontra uma grande variedade de idiomas disponíveis.

Para quaisquer questões relacionadas com sessões públicas ou com o filme, por favor, entre em contacto com film@transitionnetwork.org» (Fonte: http://www.transitionnetwork.org/transition-2)

Nota: publicado inicialmente aqui em 09/02/2014, republicado em 31/07/2014.