domingo, 22 de setembro de 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Permacultura - viver sustentavelmente (2)

Permacultura -  viver sustentavelmente...  projetando ecossistemas que imitam a natureza
Segunda parte da tradução do folheto sobre Permacultura de Sandy Cruz and Jerome Osentowski, e que se refere aos princípios de design (original no CRMPI.org). Primeira parte (introdução) aqui. Ilustrações de Carol Jenkins obtidas no CRMPI


Ao observar os ecossistemas naturais, podemos aprender a imitar a natureza e criar ecossistemas construídos que são produtivos e não-poluentes.

Permacultura é um sistema de planeamento. Através da observação cuidadosa dos ciclos naturais, energias e recursos num local, pode-se projetar um sistema que imita a natureza e assume uma vida própria. Uma vez que o projeto seja implementado no terreno, o sistema pode ser amplamente auto-mantido. Pode-se obter uma variedade de alimentos de alta qualidade, fibras e energia para satisfazer as necessidades humanas básicas.

Os princípios básicos de planeamento descritos neste folheto são universais. Eles podem ser aplicados na criação de ecossistemas construídos em qualquer lugar na Terra, incluindo cidades, desertos, fazendas, quintas e quintais. O processo de planeamento começa com a casa e outras áreas de alta utilização e sai para abranger todo o local. O projeto em permacultura usa uma escala apropriada, fazendo o melhor uso de energia humana e de recursos, sem os sobrecarregar. Trabalhando intensamente com uma área relativamente pequena, podemos maximizar a sua produtividade, utilizar os recursos de forma eficiente, e deixar um pouco de terra em seu estado selvagem.

As estratégias específicas ilustradas abaixo podem ser benéficas para algumas quintas, sítios, jardins e casas. Cada local é diferente, como diferentes são os seres humanos que vivem e trabalham lá. Um bom projeto será, portanto, único, ao se adaptar criativamente às necessidades e circunstâncias de cada sistema individual.

Visão e Ética

Na Natureza
A natureza está sempre a cuidar da terra, a cuidar das pessoas, e reinvestindo no futuro. Estes princípios éticos formam uma base sólida sobre a qual os seres humanos podem construir um futuro estável e sustentável.

Imitando a natureza
Podemos derivar objetivos específicos, valores e intenções a partir da ética básica da permacultura, desenvolvendo uma visão clara dos sistemas que queremos criar.
Os agricultores podem promover o "cuidar das pessoas", por exemplo, através da conversão dos seus terrenos em projetos comunitários (Community Supported Agriculture (CSA)). Numa quinta CSA, as famílias locais pagam uma parte dos custos de produção anual em troca de uma parte da colheita a cada semana. Os membros partilham riscos e benefícios com o agricultor, fornecem mão de obra extra quando necessário, e garantem mercado para tudo o que produzem. Eles recebem uma grande variedade de produtos frescos, sazonais e de alta qualidade, cultivados localmente ao longo do ano. Ao ajudar na quinta, os membros também têm a oportunidade de se conectar com a natureza e com os outros membros.
A ética de cuidar de pessoas pode, assim, ajudar os agricultores a transformar uma situação de mercado incerto num empreendimento económico estável e que apoia a comunidade.

Observação do Local e Análise

Na Natureza
Através da observação paciente e atenciosa durante todas as estações e os extremos climáticos, podemos aprender a cooperar com os processos naturais que ocorrem num local. Podemos integrar componentes humanos em algumas partes do ambiente natural para maximizar a sua produtividade, deixando muitas áreas em seu estado selvagem.

Imitando a natureza
Observar o declive, a orientação e os setores é fundamental na análise de um sítio. Mesmo uma ligeira inclinação define o fluxo de energia e nutrientes através de uma área. Podemos usar a gravidade num declive para mover a água e os materiais. A orientação em relação ao sol cria condições diferentes em cada encosta. A orientação pode ser utilizada com vantagem no crescimento de uma variedade diversa de plantas. Setores naturais em termos de sol, chuva, animais nativos, incêndios, etc., são definidos pelas energias e nutrientes que se deslocam através do local. Podemos maximizar o uso do sol e da chuva aproveitando e recolhendo estes recursos, enquanto desviamos animais selvagens e incêndios para evitar problemas e desastres.
Depois de analisar as influências naturais sobre uma herdade voltada a sul, por exemplo, podemos projetar um quebra-ventos a norte do sítio. No inverno, as árvores irão proteger a casa de ventos fortes e servir como um concentrador solar. No verão, elas absorvem o excesso de escoamento durante as tempestades e protegem com sombra o lado oeste do edifício do sol quente da tarde. A vegetação serve ainda como habitat de aves e abelhas, fornece frutos, lenha e outros produtos úteis.

Posição Relativa

Na Natureza
As criaturas vivas formam relações benéficas, onde a posição de uma serve a necessidade de outra. No oeste árido dos Estados Unidos, por exemplo. Um arbusto de  groselha pode prosperar na sombra de uma árvore pseudotsuga (abeto-de-Douglas ou pinheiro-do-Oregon).  A proteção do sol quente de Verão ajuda o arbusto a conservar a preciosa humidade e a produzir mais fruto.

Imitando a natureza
Podemos estimular relações benéficas colocando os elementos de forma que eles cuidem uns dos outros. Isto reduz os “inputs” externos, incluindo trabalho, requeridos para manter o sistema. Também reduz “outputs” não usados, que de outra forma resultam em poluição.
Por exemplo, podemos plantar hortelã-pimenta (menta) no exterior da parede sul de uma estufa solar, por baixo do beiral.  A menta, que prospera com o sol e humidade, apanhará com o excesso de água que caiu no telhado, e evita a erosão.  Seu aroma fortemente repelente de insetos vai entrar nas aberturas da estufa por convecção natural, dissuadindo moscas brancas e outras pragas.

Elementos múltiplos para cada função

Na Natureza
As funções importantes tendem a ser asseguradas por mais do que um componente. A conversão de CO2 em oxigénio, por exemplo, é uma função planetária vital. É assegurada por muitos elementos, incluindo árvores, plantas, micro-organismos do solo e o plâncton nos oceanos.

Imitando a natureza
Os componentes de reserva dão ao sistema a resiliência para sobreviver mesmo quando um dos elementos falha.
Numa estufa, por exemplo, o aquecimento é uma função crítica. Durante o dia, podemos armazenar o excesso de calor numa substância massiva (como pedra ou água) para o libertar de noite. Também pode bombear ar quente sob as áreas de cultivo, transformando as próprias camas em massa térmica. Podemos encostar a parede norte num desnível ou anexá-lo à casa, para proteção contra os elementos. Ou podemos isolar a parede norte com uma pilha de compostagem e sauna, e proteger a parede oeste com um galinheiro. Podemos ventilar a estufa para aceitar o ar quente da sauna e ar quente filtrado do galinheiro. Podemos manter a temperatura durante a noite com vidros isolados e persianas móveis. Cada um destes elementos contribui para o funcionamento global do aquecimento da estufa.

Funções múltiplas para cada elemento

Na Natureza
Cada componente de um sistema executa várias funções, criando relações com muitos outros elementos. As aves, por exemplo, fornecem carne, ovos, estrume, penas, dióxido de carbono, metano e calor para outras formas de vida nas proximidades. Elas promovem a vegetação através da dispersão de sementes, polinização de plantas, comendo insetos e cantando.

Imitando a natureza
Incorporando elementos com múltiplas relações ajuda a estabilizar a teia da vida.
Por exemplo, a Falsa Acácia (Robinia pseudoacacia, “black locust”) tem muitas funções úteis no pasto, onde os seus espinhos e galhos retorcidos a protegem das depredações do gado. Estabelece-se rapidamente em quebra-ventos e cinturões de proteção, abrigando o gado de ventos frios e do sol quente, e assim diminuindo as suas necessidades de alimento. Podemos fazer uma cerca de falsas acácias espaçadas, ou melhor ainda, plantá-las como parte de uma cerca viva. Plantar árvores ajuda a reduzir o lençol freático onde há salinidade da água do solo, protegendo assim a vegetação da superfície do excesso de sal.
As falsas acácias fixam azoto no solo, nutrindo as plantas próximas. Fornecem habitat para pássaros e abelhas, e podem amenizar a toxicidade das nogueiras negras para outras espécies. Nos sistemas de pecuária australiana, os animais comem as vagens ricas em proteínas das falsas acácias quando outra forragem escasseia.

Usar os Recursos Biológicos

Na Natureza
A vida apoia-se em si própria para criar mais vida. Os seres alimentamr-se uns dos outros nos reinos animal, vegetal  e do microrganismos. A vida num sistema aumenta com o tempo à medida que a energia do sol é captada e armazenada em tecidos vivos, e na medida em que os minerais e inertes são convertidos em compostos orgânicos.

Imitando a natureza
O uso de recursos biológicos em vez de materiais inorgânicos pode aumentar a saúde e produção de um sistema com o tempo, e pode reduzir a necessidade de “inputs” externos.
Podemos substituir adubos químicos, não-renováveis, tóxicos e caros, por recursos biológicos que geram a fertilidade no local. Ao alimentar o solo com matéria orgânica, podemos ajudá-lo a tornar-se num organismo vivo e saudável que pode alimentar as culturas. Incentivamos a multiplicação rápida de vermes usando estrumes de animais e adubos verdes e incorporando no solo os resíduos de culturas. Com a plantação de culturas de cobertura leguminosas, que repõe o azoto e  que protegem o solo do sol e da erosão durante os períodos de pousio. Podemos aplicar folhas ou palha de trigo da safra anterior para proteger o solo, evitar ervas daninhas e aumentar a fertilidade. Após a colheita, podemos deixar as vacas ir pastar no restolho, completando a sua alimentação, enquanto adubam o campo.

Reciclar Energia e Nutrientes

Na Natureza
Uma vez capturados por um sistema local, a energia e os nutrientes local circulam através dele várias vezes antes de eventualmente saírem. Uma molécula de água, por exemplo, pode ser absorvida pelo solo, e em seguida assimilada pela raiz de uma planta. A planta pode ser comida por um esquilo, que é comido por um coiote, que por sua vez excreta a molécula de água no chão da floresta. Mais uma vez no solo, pode ser absorvida por uma árvore e transpirada para o ar, sendo levada pelo vento.

Imitando a natureza
Energia e nutrientes tendem a atravessar um local rapidamente. O truque para capturá-los é abrandar fluxo, de modo a que o sistema tenha tempo para os absorver.
Swales (valas de infiltração), por exemplo, são canais pouco fundos escavados no contorno de uma encosta. Eles abrandam o fluxo de água durante as tempestades, impedindo-o de erodir a paisagem, e dando-lhe tempo para penetrar no solo. Os nutrientes, na forma de folhas e sementes, também são capturados no swale, produzindo mulch e fornecendo matéria orgânica para o solo. Árvores de fruto e outras culturas estabelecidas na vala ou na sua berma podem prosperar com a água e nutrientes captados. A saúde global da cultura e do ecossistema é fortalecida.

Mimetizar a Sucessão Natural

Na Natureza
Quando uma floresta é perturbada, a Natureza começa o processo de cura através do desenvolvimento de plantas resistentes que em outras situações são chamadas de ervas daninhas. Elas evitam a erosão, fixam o azoto, criam mulch, trazem nutrientes do subsolo, e restabelecem o delicado equilíbrio de microrganismos no solo. Com o tempo, o solo começa a suportar ervas e flores, plantas perenes, arbustos, árvores pioneiras e videiras. Eventualmente, as condições se tornam favoráveis para árvores de clímax, e então uma floresta saudável amadurece. Isso pode demorar um século ou mais.

Imitando a natureza
Ao restaurar uma paisagem, podemos acelerar o processo da sucessão natural com a plantação de diversas espécies úteis ao mesmo tempo, e deixá-las evoluir naturalmente. Ao observar com atenção a progressão natural, podemos orientar o sistema até à maturidade.
Num pasto degradado, por exemplo, podemos introduzir um gorgulho benéfico para controlar cardos. Podemos plantar leguminosas anuais e perenes para fixar azoto no solo. Podemos estabelecer espécies úteis, como alfafa, consolda (confrei) e equinácea, que irão ajudar a acelerar a progressão para um sistema produtivo e auto-suficiente. Para ter um bom começo no processo de regeneração podemos introduzir árvores pioneiras benéficas, como a Falsa-Acácia, ao longo das vedações. Embora o pasto deva ser protegido do gado nos primeiros tempos, com o tempo ele irá suportar pastagem, e irá produzir lenha, ervas e frutas.

Maximizar a Diversidade

Na Natureza
A diversidade num sistema não é indicada pelo número dos seus componentes, mas pelo número de relações simbióticas entre eles. Associações múltiplas nutrem cada forma de vida, aumentando assim a estabilidade e a resiliência de todo o sistema.
A fronteira entre dois ecossistemas é uma área especialmente diversificada. As zonas húmidas, por exemplo, fomentam as relações entre as espécies terrestres, as espécies aquáticas e as espécies próprias de zonas húmidas.

Imitando a natureza
Ao aumentar a diversidade de um sistema, podemos aumentar a sua estabilidade enquanto se minimizam os problemas de pragas e de competição por nutrientes. Podemos criar microclimas para hospedar uma variedade de espécies, e maximizar a quantidade de fronteiras entre eles para incentivar a interação. Produtividade na borda de um campo pode ser até 20% mais elevada do que no centro.
Num esquema de policultura, por exemplo, podemos plantar tiras de culturas mutuamente benéficas, como alfafa, trigo e girassóis. A alfafa fixa o azoto para o trigo e girassóis. Os girassóis tendem a reduzir a evaporação e a erosão do solo, proporcionando um mini-pára-brisas para o trigo e alfafa. Plantações de contorno ajudam a conservar o solo. A policultura promove um sistema mais saudável, aumentando o rendimento líquido de todas as culturas.

Empilhamento no Espaço e no Tempo

Na Natureza
Num sistema vibrante, a vida floresce em todos os nichos disponíveis. Tapetes de vegetação no solo, ninhos de pássaros nas árvores, plantas que crescem a partir de fissuras nas rochas, insetos que se enterram no chão, musgos pendem de ramos, líquenes agarram-se apedras, carnívoros alimentam-se de pequenos roedores, e assim por diante. A natureza também empilha criaturas no tempo, de modo que, em qualquer momento, alguns estão apenas começando, alguns estão atingindo a maturidade, e alguns estão a decair.

Imitando a natureza
Um sistema aproveita todas as oportunidades de empilhar elementos no espaço e no tempo pode utilizar uma área no seu potencial máximo, gerando uma grande quantidade de produtos úteis, ao longo do ano.
Podemos, por exemplo, construir uma floresta alimentar imitando uma floresta natural. Podemos empilhar o sistema com policulturas produtivas de plantas, pássaros, abelhas e morcegos. Árvores e outras plantas podem fixar azoto para nutrir o solo, extrair os nutrientes vitais de zonas profunda do subsolo, repelir insetos nocivos ou atrair insetos predadores (benéficos) com suas fragrâncias, proporcionar sombra a plantas novas e delicadas, e servir como treliças para trepadeiras. O sistema pode fornecer bagas, nozes, frutas, flores, legumes, tubérculos, ervas aromáticas, substâncias medicinais, mel, combustível, fibras e forragens.

Usar a Tecnologia Apropriada

Na Natureza
Sistemas naturais funcionam muito bem sem a tecnologia humana. Uma árvore, por exemplo, é um coletor solar extremamente eficiente.

Imitando a natureza
Embora a tecnologia aparente aumentar a produtividade de um sistema, dos processos de fabricação, transporte e manutenção contínua, muitas vezes envolvem insumos de energia e poluição tóxica.
Quando todos os fatores são considerados, a tecnologia pode realmente criar uma perda de energia líquida ou um aumento de trabalho líquido. Tecnologias simples e limpas que dependem da gravidade, da energia radiante e renovável, usando materiais naturais facilmente disponíveis, minhocas e microorganismos são investimentos sólidos num futuro sustentável.
Em zonas onde materiais de construção convencionais são escassos, por exemplo, podemos construir casas e anexos de fardos de palha, e protegê-los dos elementos com adobe ou estuque. Estes materiais naturais locais são baratos, fáceis de trabalhar, não-tóxicos e abundantes. Originalmente desenvolvido pelos colonos em Nebraska, os primeiros exemplos desta tecnologia simples provaram ser duráveis após quase um século. Uma equipa de vizinhos pode fazer uma estrutura de fardos de palha num fim de semana, criando a cooperação, diversão e espírito de comunidade de uma ajudada (mutirão) dos velhos tempos.

Fazer a Transição para a Permacultura

Na conversão de uma quinta ou casa para um sistema sustentável, uma estratégia de permacultura importante é fazer a menor mudança possível para produzir o maior efeito. Com visão clara, observação cuidadosa, análise minuciosa e alguma ingenuidade, nós podemos projetar um plano integrado a ser implementado em etapas ao longo de vários anos.

Uma auditoria pode revelar como a energia e os nutrientes saem de um local, e quais recursos são trazidos de fontes externas. A primeira etapa inclui muitas vezes a captura de recursos desperdiçados, tais como estrume e palha, que pode começar a produzir rendimento ou a aumentar a fertilidade e atividade biológica no sítio. A rotação de culturas, a plantação de culturas de cobertura, a incorporação de resíduos vegetais no solo, e a utilização de feno podre como um mulch são medidas simples que podem reduzir insumos e serviços externos.

Após as primeiras mudanças óbvias, podemos selecionar um projeto, como a construção de uma estufa, para começar a movimentar o processo de transição. A estufa pode fornecer tais benefícios múltiplos como ajudar a aquecer uma casa, aumentando a auto-suficiência alimentar e sustentar mudas para o jardim e para a venda. Ela também pode servir como um viveiro para produção de mudas de árvores para abastecer um projeto de pomar ou reflorestamento, ou para proporcionar renda extra.


Ao fazer alterações da casa ou outro centro de atividade exterior, pode-se implementar o sistema em etapas administráveis. A zona de transição pode mover-se mais para fora no local à medida que cada área fica estabilizada. Para manter a estabilidade moral e financeira da operação, é útil começar aos poucos e construir sobre cada sucesso à maneira que o processo de transição se desenrola.»


Saiba mais sobre Conceitos Básicos sobre Permacultura e Metodologias para o processo de design em Permacultura descarregando os respetivos documentos (em português) na PERMEAR (Rede de Permacultores, Brasil).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Aja pela Liberdade das Sementes e dos Alimentos

Mensagem de Vandana Shiva, convidando-nos a agir pela Liberdade das Sementes e dos Alimentos, de 2 a 16 de Outubro de 2013 :

«Caros amantes da diversidade da vida e amantes da liberdade,

É hora de organizar e concentrar as nossas energias para libertar as nossas sementes e os nossos alimentos das garras tóxicas, gananciosas e letais de multinacionais como a Monsanto; das leis que as corporações estão a ditar, roubando as nossas democracias, a fim de roubar as nossas sementes e alimentos, nossa saúde e meios de subsistência, as nossas culturas e as nossas vidas. Precisamos romper com a sensação de impotência,  as corporações querem nos fazer crer que são todo-poderosas e que  não temos o poder para mudar. Mas nós temos. Apenas temos que juntar as nossas energias coletivas. Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.

Convido-o a liberar as suas energias criativas durante a Quinzena de Ação para a Liberdade de Sementes dos alimento, de 2 a 16 de outubro.» (continua aqui)  



(Legendas em vários idiomas disponíveis)

Junte-se a Seed Freedom on-line:
Para mais informações escreva para: info@seedfreedom.in

domingo, 8 de setembro de 2013

Setembro, mês de Troca de Sementes

O Verão está na reta final, e aproxima-se a época das sementeiras de Outono, por isso, de norte a sul grupos de cidadãos organizam Encontros para Troca de Sementes.
Recolher e partilhar sementes contribui para a soberania alimentar, para a preservação da biodiversidade das variedades alimentares (e não só), e também para a economia familiar, reduzindo os gastos na compra de sementes.  Mas porque a recolha e preservação de sementes também tem o seu saber, estes Encontros este ano estão acompanhados de oficinas sobre sementes.


Vila Nova de Famalicão, 14/9

A 2ª Troca de Sementes de Famalicão, organizada pelo Grupo Famalicão em Transição, ocorrerá no próximo sábado dia 14 de setembro, no Parque da Devesa, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

A Troca de Sementes é totalmente livre e gratuita, e ocorrerá junto às Hortas, das 14.30h às 17.30h. Evento no Facebook aqui.
Da parte de manhã, a começar ás 10.30h, haverá um Workshop sobre Sementes (recolha e preservação) com a Atimati, na Casa do Território, também no Parque da Devesa. Na parte final deste workshop haverá partilha de sementes autóctones. O custo do workshop é de 6 euros(  inscrição: famalicaom@gmail.com).

Lisboa, 21/9

Sábado dia 21 de setembro, Encontro Sementes em Movimento, das 10h00 às 17h30  na Biblioteca Municipal dos Olivais (junto à Quinta Pedagógica e Olivais Shopping), organizado pelo PAN - Partido Pelos Animais e Pela Natureza. Programa com várias atividades no evento no Facebook.


Porto, 28/9

Sábado dia 28 de setembro, Encontro Troca de Sementes Porto, a partir das 14h30 no Parque da Cidade do Porto, organizado pela Atimati:
"Caso ainda não tenham sementes para trocar, podem sempre comprar um pacote de algum vegetal ou fruto que gostem e oferecer para troca. Não tragam sementes híbridas. Podem também trazer estacas ou plantas em vaso. Um lanche para partilhar entre todos é sempre bem vindo." (Evento no Facebook aqui)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Todos ao Charco - Replantar para Alimentar - PORTO, 7/9/2013

"A Associação Movimento Terra Solta, no seguimento da sua ação Semear para Alimentar, cujo evento reuniu mais de uma centena de voluntários, em 26 de Janeiro último, organiza, para o próximo sábado, novo convívio na cidade do Porto, “Replantar para Alimentar”, com o objetivo de criar um lago natural (charco) e plantar alimentos, em modo biológico, que servirão para o Natal de famílias carenciadas desta cidade.

A construção do Charco (Workshop) insere-se num programa para melhorar a compreensão e apreciação pública pela biodiversidade, levado a cabo pelo CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto). Toda a construção será guiada, por investigadores do Centro, pelo que é uma excelente ocasião para aprender mais sobre a importância da biodiversidade.

Esta ação, com o apoio da Vadeca e da Junta de Freguesia de Campanhã, vai decorrer no próximo sábado dia 7 de Setembro na Quinta do Mitra em Campanhã, entre as 10H e as 20H."


A seguir, o novo vídeo da campanha ambiental Charcos Com Vida (de que já falamos aqui):

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

OGM (transgénicos) - Mitos e embustes

Sobre os transgénicos ou organismo geneticamente modificados (OGM ou GMO) provavelmente já ouviu dizer que alimentam mais pessoas, que reduzem o uso de pesticidas,  que  não há evidências científicas de que o seu uso seja nocivo; que não há qualquer diferença entre as culturas transgénicas e as naturais, que não é necessário rotular os alimentos com transgénicos como tal... . Estas são as grandes "bandeiras da indústria da biotecnologia para impor ao mundo os seus produtos. Mas não são apenas mitos, como indica o vídeo abaixo e a página de The Corbett Report, são autênticos embustes. Pesquise e informe-se.


«Todos os anos, cada vez é maior a percentagem de ingredientes geneticamente modificados nas nossas fontes de alimentos. Monsanto, Dow, Bayer, DuPont e os outros gigantes da biotecnologia tornaram os OGMuma indústria multi-bilionária, e sem surpresa lançaram uma das maiores campanhas de relações públicas na história da indústria de alimentos para convencer o público de que seus produtos são seguros, saudáveis e benéficos. Vamos analisar cinco das principais reivindicações desta campanha e ver como eles se comparam com a realidadeJames Corbett