domingo, 28 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Anfíbios e Répteis: conhecer para proteger

Das 19 espécies de anfíbios autóctones em Portugal, 12 estão em risco de extinção. A nível mundial, um terço das espécies de anfíbios estão ameaçadas. Doenças oriundas de animais que vieram de outras paragens, o desaparecimento de habitats, espécies invasoras e as alterações climáticas são as principais ameaças (todas elas de "mão humana").

Anfíbio: Tritão-marmorado (Triturus marmoratus), daqui
«Os anfíbios e répteis são uma parte importante do património natural e da biodiversidade de Portugal, desempenhando um papel vital no funcionamento dos ecossistemas.  Apesar disso, estes animais encontram-se cada vez mais ameaçados pela destruição crescente dos seus habitats, e são dos seres vivos menos bem compreendidos e estimados pela população em geral

«Os Anfíbios e os Répteis, pelas suas características biológicas, são dois grupos de vertebrados sensíveis a alterações ambientais, em particular aquelas que causam a perda, fragmentação e degradação dos habitats por ação das atividades humanas.

Réptil: Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), daqui
Os Anfíbios, pela sua dependência dos meios aquáticos, sejam rios, ribeiros ou charcos, são particularmente sensíveis a alterações climáticas e bons indicadores biológicos para a compreensão da evolução do estado de conservação dos habitats.

O Atlas dos Anfíbios e Répteis terrestres de Portugal continental tem como objetivo geral aprofundar o conhecimento sobre a distribuição das espécies destes dois grupos de vertebrados e reforçar a sua importância nas políticas nacionais de conservação da biodiversidade.»

«Espanha e Portugal continental possuem mais de 50% da biodiversidade Europeia. Uma parte desta biodiversidade encontra-se, actualmente, ameaçada pelas alterações climáticas e por modificações nos seus habitats. Será possível antecipar e mitigar estes impactos?»
Fonte: Iberia Change

E o que podemos fazer para ajudar a proteger? Em primeiro lugar, conhecer melhor os nossos anfíbios e répteis. Em segundo lugar, criar charcos ou condições para a existência dos charcos, e em terceiro lugar, ajudar a sensibilizar para esta questão, pois ainda há muitas pessoas com muitos preconceito contra estes animais e que os matam sem qualquer razão racional (passe o pleonasmo).

Conheçam o programa Charcos Com Vida (vídeo abaixo) e vejam o recente programa Biosfera sobre os impactos das alterações climáticas nestes animais.



Já agora, sabe o que é a Herpetologia? É ramo da zoologia dedicado ao estudo dos répteis e anfíbios.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

"PLANETA TERRA: O FUTURO" - sessão em Famalicão a 19/2

Na sessão AMBIENTAR-SE da próxima sexta-feira, em Famalicãoa Associação Amigos do Rio Este (AREA) propõe o tema da Extinção das Espécies com o documentário da BBC:



  • Dia 19 de fevereiro de 2016 (sexta) às 21h30;
  • Na Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão;
  • Gratuito, entrada livre (até à lotação da sala)
Sinopse: «Vivemos num mundo esplendorosamente belo – mas por quanto tempo? Depois de revelar a majestade da Terra, este documentário da BBC deixa claro que o homem precisa agir rapidamente para protegê-la. Planeta Terra Nosso Futuro é um alerta e um convite à ação, na retribuição à proteção que ela nos proporcionou e que sem a qual não existiríamos

O debate dinamizado pelos convidados Prof. Dr. Miguel Monteiro (Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa) eDra. Lília Cunha, Bióloga, Mestre em Ecologia.

As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova e Famalicão (Parque da Devesa) e instituições locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final. Estas sessões ocorrerão, em 2016, na terceira sexta-feira do mês.

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Financiar a Monsanto?

Uma pergunta muito pertinente e importante do deputado do PAN na Assembleia da República, no dia 12/2/2016.

Sobre temas  muito desconhecido da maioria mas muitas vezes aqui falado (OGM ou transgénicos, multinacional Monsanto).

Infelizmente, a resposta dada não foi à pergunta colocada ...

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Zika e mosquitos transgénicos

Suponho que ainda não são conhecidas provas científicas... mas

A região onde apareceu o surto de vírus Zika, e onde apareceram os inúmeros casos de nascimentos de bebés com microcefalia (na imagem, á direita), é a mesma região no Brasil onde começaram a libertação de milhões de mosquitos Aedes trangénicos (na imagem, à esquerda)  para combater o mosquito Aedes aegypti, portador do vírus do dengue, a partir de 2011.


Supostamente, as larvas filhas dos mosquitos transgénicos, morreriam antes de chegar a adultas, reduzindo assim a população de mosquitos. No entanto, em contacto com a tetraciclina, antibiótico largamente usado e presente em lixeiras e águas poluídas, as larvas podem sobreviver. 

As consequências da libertação de um qualquer animal transgénico na natureza são absolutamente imprevisíveis, provavelmente bem mais arriscados que nas plantas, devido à  sua mobilidade. 

É pois, possível, que os mosquitos transgénicos estejam relacionados com o vírus Zika. Em vez de estudar essa possibilidade, o que se equaciona no Brasil? libertar mais mosquitos transgénicos para combater os mosquitos que transmitem o Zyka...

Assim, recomendo a leitura do texto publicado no blogue Ambiente Ondas 3 (de onde "pesquei" o vídeo), e a leitura do artigo no site de David Woolfe (de onde veio a imagem).  Embora o vídeo inclua alguns trechos menos científicos (ou mais conspiratórios), vale a pena ver e pensar!

Como disse Einstein, "Somente duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas quanto ao universo, não tenho a certeza"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dia Mundial (e a importância) das Zonas Húmidas

Dia 2 de fevereiro é o Dia Mundial das Zonas Húmidas. Para relembrar quão elas são importantes para o equilíbrio natural do nosso planeta, republico a mensagem de há 3 anos atrás (2/2/2013).

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O texto que se segue (bem como os desenhos) foi extraido de uma brochura de 2009 do ICNB (agora ICNF) sobre as Zonas Húmidas e a Convenção de Ramsar:

«O que é o Dia Mundial das Zonas Húmidas?

Lagoas de Bertiandos e de S. Pedro dos Arcos, Ponte de Lima (foto minha)
Nos finais de Outubro de 1996, na 19ª Reunião do Comité Permanente da Convenção de Ramsar, o dia 2 de Fevereiro foi oficialmente instituído como o Dia Mundial das Zonas Húmidas. Esta data coincide com o aniversário da assinatura da Convenção sobre Zonas Húmidas (Convenção de Ramsar), a 2 de Fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, nas margens do Mar Cáspico.
O Dia Mundial das Zonas Húmidas é uma oportunidade dos governos, organizações e da população em geral, realizarem grandes ou pequenas, mas significativas, acções no sentido da sensibilização das populações para as funções e valores das zonas húmidas, particularmente das Zonas Húmidas de Importância Internacional (inscritas na lista da Convenção sobre Zonas Húmidas).

O que é uma Zona Húmida?

Uma Zona Húmida é uma área de sapal, paul, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas até seis metros de profundidade na maré baixa e zonas costeiras e ribeirinhas.

Zonas Húmidas que é preciso proteger porque são muito importantes...
  • Controlam inundações e a erosão, porque retêm e absorvem a água de grandes chuvadas e a vegetação reduz a velocidade da corrente.
  • Purificam a água, ao reterem substâncias poluentes, que acabam por se transformar, tornando-se inofensivas.
  • Alimentam reservatórios naturais subterrâneos de água doce, que o homem utiliza para diversos fins.
  • Abrigam e alimentam aves migradoras e outras espécies, em particular durante a reprodução, sendo fundamentais para a sua conservação.
  • Contrariam o efeito de Estufa, uma vez que a vegetação retém o dióxido de carbono que, em excesso no ar, impede as radiações solares de se libertarem para o espaço.
  • Protegem a costa contra tempestades, porque a vegetação reduz a acção do vento, das ondas e das correntes.
e porque muitas estão ameaçadas

Apesar da sua importância ecológica, estética e cultural, as zonas húmidas foram consideradas, durante muito tempo, áreas marginais que deveriam ser transformadas em terra seca.
Algumas actividades recreativas, construção desordenada de casas, alteração profunda dos cursos dos rios (por extracção de água, construção de canais e barragens), remoção da vegetação das margens, poluição e certas actividades agrícolas ameaçam actualmente as zonas húmidas pelo mundo, que por estas razões foram reduzidas a metade da área durante o século XX.

para as proteger existe a Convenção de Ramsar

A Convenção sobre Zonas Húmidas constitui um tratado inter-governamental adoptado em 2 de Fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Por esse motivo, esta Convenção é geralmente conhecida como “Convenção de Ramsar” e representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.»

Fonte: http://www.icnf.pt/cn/NR/rdonlyres/F4F1BA15-7B2F-4562-B1CB-6F2C81C82DCE/0/BROCHURAramsar2009.pdf

Portugal tem atualmente 31 Zonas Húmidas consideradas de importância Internacional (ver aqui)