sexta-feira, 20 de outubro de 2017

ICE contra o glifosato chegou à Comissão Europeia

Mais um passo contra o uso do perigoso herbicida glifosato!  Agradecemos a todos os que assinaram a ICE STOP GLIFOSATO, que foram mais de um milhão na Europa e cerca de oito mil em Portugal!

«Pela quarta vez na história da União Europeia foram atingidas as assinaturas necessárias para validar uma ICE - Iniciativa de Cidadania Europeia. Ao contrário do que é referido na notícia abaixo, Portugal também esteve envolvido - o Ministério da Justiça confirmou (uma hora antes de fechar o prazo!!) 7990 adesões, o que dá uma excelente taxa de 83% de correção das assinaturas. 

Uma grande vitória e estamos todos de parabéns, sobretudo considerando que aconteceu tudo em 5 meses! Mostra claramente a enorme oposição pública ao uso do glifosato. 

Os próximos passos pertencem à Comissão, que tem o máximo de 3 meses para responder. Antes disso haverá reuniões entre a Comissão e os organizadores, uma audiência pública no Parlamento Europeu e mais umas quantas formalidades.Tudo isto vai estar a acontecer no mesmo período em que a Comissão anda a convencer os Estados Membros a reautorizar o glifosato por mais dez anos. O conflito não podia ser mais evidente e, com muita sorte, o glifosato pode acabar mesmo chumbado. Não percam os próximos episódios.»

Margarida Silva, Plataforma Transgénicos Fora, (email lista OGM.pt), 11/10/2017


«Comissão Europeia recebe iniciativa de cidadãos contra uso de glifosato
LUSA / 09 OUT 2017

A Comissão Europeia anunciou hoje ter recebido uma iniciativa de cidadania europeia para proibir o uso de herbicidas à base de glifosato, que recolheu mais de um milhão de assinaturas de cidadãos de 22 Estados-membros, excluindo Portugal.

O executivo comunitário vai pedir aos responsáveis pela iniciativa -- que, à data da submissão, foi apoiada por cidadãos de 22 Estados-membros, excluindo Portugal, Eslováquia, Estónia, Reino Unido, República Checa e Roménia -- que apresentem, num período de três meses, as suas propostas.

A iniciativa de cidadania europeia, a quarta a ser apresentada, pede a Bruxelas que "proponha aos Estados-membros a proibição do glifosato, reforme o procedimento de aprovação de pesticidas e estabeleça, ao nível da UE, metas de redução obrigatórias para a utilização de pesticidas".


Imagem obtida aqui
A iniciativa Proibição do glifosato e proteção das pessoas e do ambiente contra pesticidas tóxicos angariou 328.399 euros de financiamento e mais de um milhão de apoiantes.

Uma iniciativa de cidadania europeia é um convite para que a Comissão Europeia apresente uma proposta legislativa em domínios em que a União Europeia tem competência para legislar.

Uma iniciativa de cidadania deve ter o apoio de, pelo menos, um milhão de cidadãos da UE provenientes de, no mínimo, sete dos 28 Estados-Membros e obter em cada um desses países um número mínimo de subscritores.»

Veja também  este vídeo sobre a relação entre glifosato e transgénicos nas Manhãs na TV com Alexandra Azevedo da Plataforma Transgénicos Fora!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Portugal Contra os Incêndios

«Espaços florestais contínuos e, no caso em análise, ocupados predominantemente por monoculturas de eucalipto e pinheiro bravo não sujeitas a gestão adequada face ao risco de incêndio que representam, geram incêndios grandes e severos. 
...
«A sociedade portuguesa tem um distanciamento cultural em relação à floresta que urge ultrapassar. Por esse motivo, Portugal regista um elevadíssimo número de ignições por ano, valor que é seis vezes superior ao registado em Espanha e 19 vezes superior ao da Grécia. Neste domínio propõe-se a revisão da estratégia nacional de prevenção de ignições, convidando a comunicação social a desempenhar um papel pedagógico na área da prevenção e a montar um sistema de avisos automáticos e generalizados que permitam impedir ou, quando muito, reduzir o desproporcionado número de ignições que anualmente é registado. »

Fonte: Extrato do Relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios de Pedrógão Grande

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(Imagem de TVI24)
«Há várias dezenas de anos prevíamos e denunciávamos publicamente que estávamos a transformar as nossas montanhas numa pira de óptimo material combustível, a que até um “iluminado” ministro chamou o “petróleo verde” de Portugal. Realmente tem razão; arde tão bem ou melhor do que o petróleo.
...
A Humanidade vive, actualmente, numa sociedade de economia de mercado, cuja preocupação predominante é produzir cada vez mais e com maior rapidez, de modo a conseguir-se o máximo lucro, no mais curto espaço de tempo. Por isso é que a plantação do eucalipto foi e é tão incentivada, pois o eucalipto é de crescimento muito rápido e um carvalho (que é nativo) não. O pior é que foi profusa e indiscriminadamente plantado.
...»
Jorge Paiva. Biólogo (29.09.2017). Fonte: A INCOMPETÊNCIA E A DESERTIFICAÇÃO DO PAÍS, em Associação de Plantas e Jardins em Climas Mediterrânicos

(Ver também: Incêndios florestais, causas e consequências (Jorge Paiva, 2013) )

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(Imagem de Paulo Cunha - EPA - obtida em RTP)
Portugal Contra os Incêndios

No próximo sábado, dia 21 de outubro de 2017, de Norte a Sul de Portugal, em várias cidades, as pessoas vão sair à rua para mostrarem que não aceitam mais a passividade perante a tragédia dos incêndios.

BASTA!

Não podemos aceitar que se aceite esta situação! Temos de mostrar que exigimos mudanças sérias já. 

 Alguns dos eventos marcados: 

E fora de Portugal:


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domingo, 15 de outubro de 2017

Aliança pela Floresta Autóctone

Por um futuro livre de incêndios em Portugal, 
"Recusar a passividade perante os fogos no nosso território"

«LANÇAMOS ESTE APELO a todas as entidades e cidadãos que aceitem participar numa aliança para a recuperação da floresta autóctone em Portugal. Face ao estado degradado e insustentável do coberto vegetal no País, é nossa convicção que do restauro da floresta autóctone depende um futuro liberto do flagelo sistemático dos incêndios. Aqui fica o nosso convite para que a partilhem connosco.»

Leia o texto do Apelo e, se sentir como nós, subscreva-o e divulgue-o em seu redor.»


Fonte: Aliança pela Floresta Autóctone  (http://florestautoctone.webnode.pt/)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O encontro "Ação Ecológica" em famalicão foi um sucesso

Encontro "Ação Ecológica, Transição Sustentável e Regeneração",  que reuniu mais de 35 associações ligadas à defesa do ambiente, e que ocorreu no passado dia 7 de outubro em Vila Nova de Famalicão.

O evento, organizado pela Associação Famalicão em Transição e Campo Aberto - associação de defesa do ambiente, foi um sucesso e superou todas as expectativas.

O encontro teve lugar na Casa do Território, Parque da Devesa, e  teve como objetivo a partilha, a troca de experiências e de perspectivas das diversas colectividades ligadas ao ambiente, provenientes de todos os pontos do país e com trabalho realizado nesta área, de modo a conhecer-se, em profundidade e abrangência, a situação ecológica e ambiental do Noroeste de Portugal.

Apesar da maioria dos grupos presentes serem do Norte de Portugal, participaram também outras associações de âmbito nacional, como a Acréscimo, AMO Portugal- Associação Mãos à Obra, LPN - Liga para a Proteção da Natureza, SEA - sociedade de Ética Ambiental, Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza e a Zero -Associação Sistema Terrestre Sustentável.

As associações organizadoras, Associação Famalicão em Transição e Campo Aberto - associação de defesa do ambiente concluíram que este evento foi um sucesso e superou todas as expectativas.


Foi forte a motivação e a participação, que ultrapassou as fronteiras do "Norte", trazendo a Famalicão várias associações de âmbito nacional, ligadas à proteção do ambiente. 


Deste evento ficou a vontade generalizada de uma ação conjunta e coordenada pela proteção dos rios, o foco no envolvimento da população e das instituições locais, assim como o debate sobre todas as questões relacionadas com os incêndios florestais, numa perspectiva de prevenção, através da defesa e promoção da floresta autóctone, da forte redução de monoculturas de eucalipto e do reforço da vigilância florestal.


De salientar a questão do papel ambíguo e perigoso que poderão vir a ter centrais de biomassa de resíduos florestais, visto a capacidade a instalar poder superar o volume de resíduos que podem ser produzidos se não houver incêndios.

No final as entidades interessadas assinaram a "Carta de Famalicão", documento que visa contribuir para que no País se enfrentem problemas decisivos para o nosso futuro comum, como são os do território, da preservação dos nossos recursos naturais, da qualidade de vida, da energia, do clima e de uma economia sustentável, numa atitude que, em vez de agredir esses valores essenciais, os proteja e salvaguarde.

Em breve a carta será divulgada e aberta à subscrição de outras entidades e indivíduos.

Vídeo reportagem da FamaTV aqui 

sábado, 30 de setembro de 2017

Juntos pela Amazónia! Sempre!

Felizmente valeu a pena a manifestação dos brasileiros e de muitos outros na defesa e proteção da Amazónia contra leis forjadas para beneficiar os grandes interesses económico!

Há que agradecer a todos os que de alguma forma participaram!

Imagem daqui
«Após inúmeras manifestações de artistas, organizações ambientalistas, lideranças indígenas e da população em geral, o presidente Michel Temer revogou o decreto que extinguia a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça. As autorizações para explorar a área de 4,7 milhões de hectares entre o Pará e o Amapá estavam suspensas desde o fim de agosto por determinação do Ministério das Minas e Energia (MME), mas o decreto continuava valendo.

“O cancelamento do decreto demonstra que, por pior que seja, não há governante absolutamente imune à pressão pública. É uma vitória da sociedade sobre aqueles que querem destruir e vender nossa floresta”, avalia Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil. “Porém, a Renca é apenas uma batalha. A guerra contra a Amazônia e suas populações, promovida por Temer e a bancada ruralista, continua. É hora de nos unir ainda mais, e dizer basta às negociatas deste governo na área ambiental”, complementa.»

Fonte: Greenpeace Brasil, 25/9/2017

No entanto, há que estar sempre atento, os grandes interesses económicos (diga-se, de algumas pessoas) andam sempre por aí, atacando em várias frentes.

Agora, a luta é contra a exploração de petróleo junto à foz do rio Amazonas:

«Perturbar o bem-estar de animais como baleias, golfinhos, tartarugas e peixes-bois. Correr o risco de contaminar um dos maiores manguezais do mundo, que levariam décadas para se recuperar. Devastar os Corais da Amazônia, antes de a ciência conhecer bem esse ecossistema. Prejudicar a subsistência da população local e, ainda, gerar poucos empregos nas comunidades.   

Caso as empresas Total e BP deem início à atividade petrolífera na bacia da foz do rio Amazonas, esses são alguns dos impactos possíveis. E estão detalhados na publicação lançada hoje pelo Greenpeace Brasil: Amazônia em águas profundas – Como o petróleo ameaça os Corais da Amazônia

Fonte: Greenpeace Brasil,  28/9/2017

Imagem daqui
«Mais de um milhão de pessoas assinaram a petição, dezenas de cientistas assinaram uma Carta Aberta, e a equipe técnica do governo rejeitou o Estudo de Impacto Ambiental da empresa, no entanto, a Total insiste em tentar explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. “Isso é inaceitável sob qualquer perspectiva, e é hora dela desistir de seus planos. Não podemos permitir que o lucro venha antes da proteção de um ecossistema único e das pessoas que seriam afetadas por um potencial derramamento”, completa Thiago.»

Fonte: Greenpeace Brasil,  28/9/2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Dia Internacional da Paz 2017

Mensagem do Secretário-Geral da ONU no Dia Internacional da Paz, 21 de Setembro:

«Neste Dia Internacional da Paz, 
refletimos sobre o preço cruel das guerras.

Escolas destruídas. 

Hospitais bombardeados. 

Famílias destroçadas.

Refugiados à procura de esperança. 

Países em crise.

As Nações Unidas nasceram de uma terrível Guerra Mundial.  Nossa missão é trabalhar pela paz.  Todos os dias e em todas as partes.

Nenhum grupo de interesse, nenhuma ambição nacional ou diferença política deveria poder colocar a paz em risco.

Neste Dia Internacional, pedimos um cessar-fogo global. Jamais devemos parar de pressionar pelo fim dos conflitos armados.

A paz é o direito e o desejo de todos os povos. É a fundação para o progresso e bem-estar:   crianças felizes, comunidades vibrantes e países pacíficos e prósperos.

Vamos trabalhar juntos - hoje e todos os dias -  pela paz que todos ansiamos e merecemos.»

António Guterres  |  Fonte: vídeo abaixo, canal  ONU News

Discurso do Secretário-Geral da ONU,  António Guterres, na 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, 19 de setembro 2017, aqui.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

"Quem ganha com a madeira ardida?" (por Acréscimo)

"Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
... 
Articular as iniciativas de empresas do setor energético, em coordenação com os municípios dos territórios afetados, para a criação de parques de receção de biomassa florestal residual, com o objetivo de assegurar aos produtores florestais o valor de mercado do material lenhoso das áreas afetada. 
..."

Este é o ponto 3 da RCM nº 101-A/2017 a que se refere o artigo da Acréscimo, Associação de Promoção ao Investimento Florestal, que aqui fica transcrito para informação e reflexão:

Quem ganha com a madeira ardida?

«A Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2017, de 12 de junho, no seu ponto terceiro dá a resposta

Imagem obtida  aqui
As empresas do sector energético, concretamente as de produção de energia elétrica e de pellets associadas à utilização de biomassa florestal, que se diz ser residual, têm motivos para, no curto prazo, poderem auferir de um balão de oxigénio decorrente dos grandes incêndios florestais de 2017.

O acréscimo anormal de oferta a este sector, decorrente dos incêndios em povoamentos florestais, vem adiar um processo de definhamento futuro, face à indisponibilidade, já constatada e justificada, de biomassa florestal residual para dar resposta à capacidade industrial licenciada pelo Ministério da Economia.

Para as empresas do sector energético associadas à produção de energia elétrica ou de pellets a partir de biomassa florestal, que no após incêndios não é residual, a catástrofe potencia a utilização de troncos de árvores com baixo teor de humidade. Uma mais valia muito considerável!

A eventual abertura de parques de madeira queimada, com preço de aquisição garantido pelo Estado, potenciará ainda mais um negócio claramente oportunista, que sobrevive através do apoio do Orçamento e tem elevadíssimo potencial de agravamento da desflorestação já em curso no país.

Sobre a criação destes parques, estranha-se que a exigência parta do sector do comércio de madeiras e não das organizações da produção florestal, que supostamente mais se preocupam com a quebra do rendimento dos proprietários florestais.

A Acréscimo apoia, todavia, os esforços que o Estado venha a desenvolver no apoio às organizações de produtores florestais que se predisponham a apoiar os seus associados no escoamento gradual da oferta anormal de madeira decorrente dos incêndios florestais, bem como nas operações de contenção de riscos pós-incêndios, designadamente de controlo da erosão e da contaminação dos recursos hídricos.

No que respeita ao sector energético e à sustentabilidade das florestas, a Acréscimo insiste:

  • A aposta em recursos naturais renováveis não é sinónimo de florestas sustentáveis em Portugal. Nem na Europa, nem em outras partes do globo!
  • A aposta em bioenergias não é sinónimo de preservação dos recursos naturais em Portugal. Nem na Europa, nem em outras partes do globo!
  • A aposta em biomassa florestal residual para energia não é sinónimo de redução do risco de incêndios em Portugal! Talvez até os estimule! »

Fonte: Acréscimo, 12/9/2017 (http://acrescimoapif.blogspot.pt/2017/09/quem-ganha-com-madeira-ardida.html)
Imagem obtida aqui

Ver também o artigo da Acréscimo de 18 de abril 2017:

«Centrais a biomassa residual e incêndios florestais
Pelo país vão pululando centrais a biomassa florestal residual. Qual a sua relação potencial com os incêndios em povoamentos florestais?»

e este artigo na Actual, também de 18/4/2017:

«Acréscimo diz que há centrais de biomassa a mais que só são sustentáveis… com os incêndios»


terça-feira, 12 de setembro de 2017

A natureza a reagir

Penso que quem quer perceber já percebeu a influência que o comportamento da espécie humana está a ter na Terra. A destruição da natureza e a modificação da atmosfera chegaram a pontos que o organismo vivo que é o nosso planeta (Gaia) está com febre e a criar os anticorpos contra a doença que a ameaça, esta civilização do consumo, os humanos!.

Os furacões cada vez mais intensos e frequentes numas partes do mudo, as secas e os incêndios noutras, as cheias diluviaras noutras, ou nas mesmas... sim,  sempre existiram furacões, cheias, secas.... o que não existia era esta frequência e intensidade, que se agrava a cada ano que passa!

Este é o relato de uma amiga portuguesa, emigrante, que esteve há dias sob o furacão Irma na sua maior fúria, nas Antilhas Francesas (extracto):

«Depois de muita tormenta sempre chegamos a Portugal.
Não imaginam o quanto é maravilhoso se sentir em segurança e voltar a ver uma natureza saudável, comparado com o que deixamos para trás.  ...


Praia de Corossol, São Bartolomeu, 2017
Espero sinceramente que este triste acontecimento possa contribuir uma vez por todas para acabar com as barbaridades que os seres humanos fazem ao meio ambiente.
Que legado vamos deixar aos nossos filhos?
Um planeta onde vai ser cada vez mais perigoso viver?
Acreditem que o que vivemos foi algo muito traumático.
Em Saint Barth cerca de 90% do edificado foi destruído ou bastante danificado e imensa gente ficou desalojada, nenhuma árvore ficou direita, os arbustos desapareceram, .... A maior parte do território ainda não tem água, luz e telefone. Uma desolação!
Não obstante... não tenho qualquer amargura para com a natureza porque os culpados somos nós humanos que não respeitamos esta Terra que nos acolhe, ama, protege e alimenta

Maria Martins, 12/9/2017, daqui  (foto da direita de Nelson Silva, daqui)



sábado, 9 de setembro de 2017

Se tu decidisses...

"COMO O CAPITALISMO NOS EXPLORA - e o que podemos fazer sobre isso", um vídeo remix realizado por Chris and Dawn Agnos, de Sustainable Human.

Com legendas em português desde hoje 9/9/2017, enviadas por este blogue Sustentabilidade é Acção.

«Há quem pense que o capitalismo trata de comprar e vender coisas . Contudo, como este vídeo mostra, o âmago do capitalismo é realmente a exploração. Descubra porquê e o que podemos fazer em relação a isso neste vídeo »

Não é um investimento se está a destruir o planeta.”  Vandana Shiva

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O exemplo do Butão

Já aqui falamos do Butão e do Índice de Felicidade Bruta, mas hoje chegou a hora de ouvir a inspiradora palestra de Tshering Tobgay (fevereiro de 2016).

A NÃO PERDER!

«No interior dos Himalaias, na fronteira entre a China e a Índia, fica o Reino do Butão, que se comprometeu a manter-se neutro em carbono. 
Nesta palestra esclarecedora, o primeiro-ministro do Butão, Tshering Tobgay, relata-nos a missão do seu país para colocar a felicidade à frente do crescimento económico e estabelecer um padrão mundial para a preservação do ambiente.»



Alguém faz o favor de mostrar este vídeo àqueles que decidem os destinos de grandes (e pequenas) nações, mas que em vez de serem verdadeiros líderes, insistem em dizimar os seus recursos naturais?

domingo, 3 de setembro de 2017

JUNTOS PELA AMAZÓNIA

«Em mais um passo para exterminar a Amazônia, o presidente Michel Temer acabou, por decreto, com a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca) - uma área do tamanho do estado do Espírito Santo, rica em ouro e outros minérios na divisa do Amapá com o Pará. A consequência direta será colocar em risco a proteção da floresta e das populações indígenas da região.

Imagem de Greenpeace Brasil
Sobrepostas aos 4,7 milhões de hectares da Renca existem também nove áreas protegidas: sete unidades de conservação e duas terras indígenas. A medida vai acelerar a chegada da mineração em áreas de floresta com alto valor para conservação e deixar a região aberta ao avanço do desmatamento e da grilagem de terras na Amazônia.

É o momento de parar com a pilhagem e extermínio da Amazônia! Vamos juntar nossas vozes para deixar claro que não aceitamos os planos do governo para a região. Assine a petição e envie uma mensagem para pressionar o presidente agora!




O decreto da Renca comprova que o governo Temer não tem o menor interesse de dialogar com a sociedade, de ouvir as pessoas que vivem e tiram seu sustento da região – povos indígenas, extrativistas e pequenos agricultores. A decisão também deixa claro o plano do governo para a Amazônia: passar florestas públicas para a iniciativa privada, abrir novas fronteiras para mineração e petróleo e criar infraestrutura para escoar toda a produção.

Não aceitamos:
o enfraquecimento do licenciamento ambiental e da fiscalização sobre a mineração;
a ocupação de terras públicas de alto valor ambiental;
a anistia a crimes ambientais;
o ataque a direitos trabalhistas e sociais de populações camponesas e de trabalhadores rurais;
o não reconhecimento e demarcação de terras indígenas e quilombolas.»




Legenda do Vídeo (de https://342amazonia.org/):

«VOCÊ SABE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A AMAZÔNIA? Políticos corruptos estão fazendo o maior ataque às reservas naturais da história brasileira. Não aceitaremos que Temer entregue nossa floresta às empresas mineradoras para se manter no poder.
Faça pressão e participe da campanha agora em http://342amazonia.org»

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Amazónia: "Nenhum Hectare a Menos"

 «Marcelo Tas e Enrique Diaz são embaixadores da campanha contra a redução de áreas protegidas brasileiras.

Está em curso no Congresso Nacional um projeto de lei que reduz 30% de floresta protegida no Pará, o equivalente a 2 vezes a cidade de São Paulo. O PL 8107 tramita em regime de urgência e, se aprovado, vai retirar a proteção de florestas na Amazônia.

O Brasil não aceita reduzir suas áreas protegidas! #NaoaoPL8107 #NenhumHectareaMenos»
Fonte: Vídeo e campanha da WWF-Brasil

Ajude a travar este atentado brutal, assine a petição:

Impeça que a floresta Amazônica vire um deserto

domingo, 27 de agosto de 2017

Amazónia: a destruição a todo o vapor!

O Presidente do Brasil assinou um decreto criminoso, que permite a destruição de 46 mil km2 da Amazónia, uma área equivalente a metade de Portugal, para a exploração mineira. Está na hora de "pagar os votos", diz a oposição, provavelmente com razão!

Imagem obtida aqui 
«Governo brasileiro extingue grande reserva natural na Amazónia para permitir exploração mineira
...  
O Presidente brasileiro promulgou um decreto na quarta-feira para extinguir quatro milhões de hectares de reserva natural na Amazónia para permitir a exploração de ouro e de outros minerais. A Reserva Natural de Cobre e Associados (Renca), criada em 1984 antes da queda da ditadura militar, situa-se nos estados de Amapa e Pará, no norte do Brasil, e tem uma área de 46 mil quilómetros quadrados, maior que o território da Dinamarca.»

Fonte: Expresso, 24/8/2017

«Negociatas políticas ameaçam preservação da floresta amazónica no Brasil
... 
A crise política está a transformar a maior floresta tropical do mundo numa moeda de troca usada pelo Governo para conseguir apoio político, alertam ambientalistas.
Os ativistas afirmam que, para aprovar reformas de austeridade e bloquear o avanço do processo judicial que o indiciava num esquema de corrupção revelado por executivos da multinacional JBS, o Presidente do Brasil, Michel Temer, negociou projetos de redução da proteção ambiental em troca de apoio.
Estes acordos foram firmados com os ruralistas, um poderoso grupo de parlamentares ligados ao agronegócio que quer ocupar áreas da Amazónia.»
Fonte: DNotícias, 27/8/2017

«Temer abriu área protegida às empresas mineiras e ao investimento estrangeiro. Oposição fala em ‘crime contra a floresta’

Michel Temer decidiu devolver o favor à bancada ruralista do Congresso Nacional, que o ajudou na rejeição da abertura de um inquérito às alegadas práticas de corrupção, e autorizou, na noite de quarta-feira, a exploração mineira numa área de 46 mil quilómetros quadrados na Amazónia, onde habitam duas tribos indígenas e se contam sete zonas de proteção ecológica.
A luz verde dada pelo Presidente do Brasil, que consiste numa desclassificação daquela área do estatuto de ‘reserva ambiental’, permitirá às grandes empresas de extração mineira, nacionais e internacionais, explorarem as reservas de ouro, cobre e ferro ali existentes.»
Fonte: Jornal i, 27/8/2017

Ajude a travar este atentado brutal, assine a petição:

Impeça que a floresta Amazônica vire um deserto

Entretanto, se está por Lisboa ou perto, participe na manifestação em defesa da Amazónia "Mexeu com Amazônia, Mexeu com o planeta!" , dia 31 de agosto às 19h, na Praça Luís de Camões:

«O Coletivo Andorinha convoca todxs para um Ato em Defesa da Amazônia e contra a agenda do governo golpista de Michel Temer.
Mais uma vez, o governo ilegítimo brasileiro fez avançar sua agenda neoliberal com a divulgação de 57 privatizações no Brasil e (pasmem) a extinção de uma área de proteção ambiental no coração da Amazônia para exploração de minério.
A área tem o tamanho da Dinamarca. O decreto que libera a exploração ameaça diretamente várias comunidades indígenas estabelecidas na Reserva do Cobre e permitirá a completa devastação do local.
O golpe que aconteceu no Brasil é um golpe continuado, é um golpe contra a população brasileira e agora um golpe contra a população mundial.
A notícia assustou o mundo. Vamos unir forças parar resistir e denunciar que não aceitaremos tamanha violência ambiental. Essa causa é universal!

Mexeu com Amazônia, Mexeu com o planeta!»
Fonte: Coletivo Andorinha / Evento Facebook  

E a propósito desta triste notícia e das diversas trumpalhadas, entre muitas coisas ruins que por esse mundo fora se fazem, o último vídeo do Prince Ea, sobre o destino da humanidade:




quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Incêndios e Mudança Climática (por Jorge Leandro Rosa)

Sobre os incêndios florestais em Portugal em 2017, os factos e os dados são desoladores! Muitos fatores contribuem para este estado apocalíptico, e é urgente enfrentar o problema com seriedade.

O quadro do ICNF mostra que a ardida até julho foi quase 6 vezes superior à média dos 10 anos anteriores, e de acordo com dados mais recentes, em 22/8 a área ardida em 2017 foi de 166 mil hectares!
Dados do ICNF  obtidos no relatório aqui
O interessante texto que se segue, de Jorge Leandro Rosa, alerta para um dos fatores que não pode deixar de ser equacionado: as alterações climáticas.

«INCÊNDIOS E MUDANÇA CLIMÁTICA: O TÍTULO DE PRIMEIRA PÁGINA QUE NUNCA LERÃO NA IMPRENSA PORTUGUESA

Esta notícia do DN - Incêndios voltam a bater recorde e Portugal pede ajuda à Europa) - é apenas um exemplo do inútil e enganador retrato que a imprensa portuguesa tem vindo a dar dos incêndios «recordistas» em Portugal.  Estamos a bater recordes a cada nova vaga de incêndios. Ou é o incêndio com mais mortos, ou o dia com mais incêndios. 

Este sensacionalismo estéril tem o seu eco institucional no «pro-activismo» do governo e das outras forças políticas, ou mesmo na falta de perspectiva da maior parte dos especialistas chamados a opinar. 

Todos os sectores de opinião, incluindo muitos ambientalistas, e sectores da sociedade têm graves responsabilidades nesta obtusa e muitas vezes voluntária negação do aspecto mais sério da crise dos incêndios. Tudo isto seria apenas mais um exemplo do provincianismo local se não fosse a trágica ilustração da incompreensão nacional do que significa para nós a mudança climática em curso.

A mudança climática provocada pela sociedade industrial é o processo mais destrutivo em que a humanidade está ou esteve envolvida. E isto pela simples razão de que o clima (que parece a alguns, em Portugal, uma simples palavra de boletim meteorológico) DETERMINA TUDO. Sendo um processo dinâmico e complexo, ela afecta tudo e todos, mas não da mesma maneira nem à mesma velocidade. 

Portugal está num dos pontos mais sensíveis do planeta: a península ibérica está exposta a processos de desertificação que, muito provavelmente, a tornarão parcialmente inabitável em pouco tempo. As mudanças decisivas nos ciclos das estações estão a alterar o habitat de muitas espécies e, sobretudo, estão a comprometer os recursos aquíferos e a possibilidade de aqui continuar as práticas agrícolas iniciadas no Neolítico. Ou seja, a mudança climática comprometerá, muito rapidamente, a sustentação da vida humana nestes territórios.
Imagem obtida em Fogos.pt (22-8-2017, 23:56)

A sociedade portuguesa entrou numa fase grotesca da sua auto-representação. Embriagada por vagas promessas de relançamento económico, entretemo-nos a discutir de um modo tecnocrático o combate aos incêndios, como se bastasse uma maior eficácia dos dispositivos para resolver aquilo que é, obviamente, um problema global.

O debate sobre o eucalipto tem razão de ser: que sentido faz admitir uma tal espécie num território tão ameaçado e fragilizado? Mas deixa de fazer sentido quando ignora o quadro dinâmico da mudança climática. 

Em geral, estes debates ignoram a complexidade da mudança climática, as novas dimensões da nossa situação, que fazem com que já não hajam catástrofes APENAS naturais ou APENAS humanas. 

O exemplo patético é o debate sobre as falhas do SIRESP e do seu sistema de comunicação de incêndios. Esse debate é um sobrevivente de uma das mitologias pós-modernas, aquela que hipertrofiava o poder da informação para resolver sistemicamente os problemas. 

Ao mesmo tempo, a sociedade portuguesa é uma das sociedades mais motorizadas a nível global: o automóvel privado carbónico é o pequeno deus egoísta que domina as nossas ruas e estradas. E os media, todo e qualquer espaço mediático, estão cheios de anúncios publicitários a automóveis cada vez maiores, cada vez mais apetecíveis, cada vez mais absurdos. 

A passividade dos cidadãos perante esta invasão ideológica do ecocídio motorizado é o melhor retrato do estado da sociedade portuguesa. Os incêndios serão cada vez mais e mais furiosos. E com eles virá o incêndio social e político do Estado português

Jorge Leandro Rosa, 13/8/2017 ( Fonte: tópico "O estado do Espaço Público diante da mudança climática" do grupo Futuro Terra ou aqui)

domingo, 20 de agosto de 2017

Não à exploração de petróleo em Portugal! (ação em Odeceixe)

Não ao Furo! Sim ao Futuro!

«Cerca de 1000 pessoas de 40 países diferentes formaram uma enorme mensagem humana na praia de Odeceixe para impedir a exploração de petróleo na costa Portuguesa. O evento integrou-se no "Defend the Sacred: Envision a Global Alternative", realizado em Tamera, ao qual se juntaram líderes de Standing Rock e movimentos ambientalistas Portugueses. A mensagem humana aérea foi desenhada por John Quigley da Spectral Q, e o evento foi documentado por Ludwig Schramm e uma equipa de Tamera.


Imagem obtida em Jornal do Algarve
À medida que as empresas petrolíferas pressionam para iniciar a exploração de petróleo em Abril de 2018, juntámos-nos para honrar a água como fonte de vida, a água como sagrada, a vida como sagrada, e a necessidade de defender o que é sagrado.»


Assina a petição: SALVAR O ALGARVE DA EXPLORACAO DE GAS E PETROLEO
http://bit.ly/2vCaFGI»



#defendthesacred | #waterislife

Saiba mais sobre este assunto em: http://www.asmaa-algarve.org/


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Não ao furo, Sim ao futuro! (12 de agosto, Odeceixe)

Quando as alterações climáticas se fazem sentir de forma tão aguda neste país, continuam as notícias sobre perfurações de petróleo na costa portuguesa. Conseguiu-se evitar perfurações na costa algarvia a sul, agora o foco é a costa do Algarve e alentejana a oeste, mas toda a costa portuguesa está em risco com os interesses económicos das petrolíferas. 

Assim, apela-se à participação na manifestação de 12 agosto na praia de Odeceixe, às 16h30.

Área de concessão da Galp: 46 quilómetros ao largo de Aljezur
 e a 80 quilómetros de Sines (imagem daqui).
«O presidente da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva anunciou que a petrolífera tem agendado furos exploratórios para extração de petróleo na costa alentejana para a primavera de 2018. Ambientalistas realizam ação a 12 de Agosto, na praia de Odeceixe.
...
"Temos projetado para 2018 o poço de avaliação", disse o presidente da Galp, referindo que “tem tudo preparado” para furar no mar a 46 quilómetros ao largo de Aljezur e a 80 quilómetros de Sines. Carlos Gomes da Silva não especificou a área exata deste furo exploratório.

O furo terá a profundidade entre os 1200 e os 1600 metros e segundo o presidente da Galp, tem como objetivo avaliar “o potencial marítimo em termos energéticos”....

O movimento Standing Rock, liderado pelo ativista e artista americano John Quigley já tinha marcado uma ação na praia de Odeceixe. A manifestação integra os coletivos ASMA (Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve), ALA (Alentejo Litoral pelo Ambiente), Climáximo e os municípios de Aljezur e Odemira que se juntam ao encontro internacional “Defend the Sacred: Imagina uma Alternativa Planetária” (link is external),  em Tamera.»  

Fonte: esquerda.net  


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Dia de Sobrecarga da Terra - 2 de agosto

Em 2017, o Dia de Sobrecarga da Terra (earth overshoot day), ocorre hoje, dia 2 de agosto. Ou seja, neste ano de 2017, ao 214º dia já gastamos os recursos naturais que a terra pode fornecer de modo sustentável para 365 dias. 42% a mais do que o valor que permite a existência das próximas gerações.

Entretanto, remeto para a mensagem do ano passado "A gastar por conta dos netos", relembrando mais uma vez os conceitos de Biocapacidade e Pegada Ecológica.  Calcule a sua pegada ecológica em http://www.footprintcalculator.org/, faça a sua parte e ajude a a reverter esta situação completamente insustentável. Não se esqueça que a sua parte, por muito pequena que seja, é a mais importante!

"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco" Edmund Burke



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mimos da Natureza (cosmética natural)

Mimos da Natureza é um projeto de produtos naturais e artesanais de higiene e cosmética, desenvolvido pela famalicense Débora Moura.


Entre estes produtos encontramos sabões, pastas dentífricas, elixires dentários, cremes, desodorizantes, bálsamos labiais, after-shaves, champôs, óleos de massagem, entre outros.

A sua composição é de origem natural (isenta de ingredientes químicos sintéticos) e, sempre que possível, biológica e proveniente de práticas sustentáveis para o ambiente e para as pessoas; não contêm ingredientes de origem animal e não são testados em animais. “São produtos feitos com carinho e respeito pela saúde e pela natureza.

«Este projecto começou, indirectamente, há cerca de 7 anos. O interesse pela higiene e cosmética natural e pelas plantas medicinais foi surgindo por volta de 2008 e desde aí frequentei diversos workshops nestas áreas e fui adquirindo conhecimentos através de diversas fontes. 

Começou por ser um projecto individual, para me proporcionar produtos de uso diário de higiene e cosmética que fossem saudáveis, não poluentes e que respeitassem os animais. Não era fácil, na altura, encontrar estas alternativas no mercado e a preços acessíveis. Toda esta informação e interesse levaram-me a ter vontade de experimentar mais e inclusive criar novos produtos, diferentes dos que tinha aprendido a fazer. 

Foram surgindo ideias que fui colocando em prática. Comecei por fazer alguns produtos para mim e mais tarde para amigos e familiares. Ao longo do tempo fui sentindo que queria partilhar estes produtos com outras pessoas e assim surgiram os Mimos da Natureza, numa tentativa de sensibilizar para um consumo ético, saudável e em harmonia com a natureza e, ao mesmo tempo, poder proporcionar essa alternativa de consumo. Apenas em 2013, com mais tempo livre e a desejar um caminho diferente na vida, comecei a esboçar o projecto para o “abrir à comunidade” e em 2014 dei os primeiros passos para o concretizar.

Sendo um projecto de partilha e sensibilização, desenvolvo pontualmente oficinas de higiene e cosmética natural para potenciar a cada um de nós fazer os seus próprios produtos e/ou a fazer escolhas mais éticas e sustentáveis.

O projecto encontra-se num estado de aperfeiçoamento e desenvolvimento. Há sempre ideias novas a surgir e há que as desenvolver e colocar em prática, experimentar. Gostaria que os Mimos da Natureza pudessem chegar a mais pessoas, mantendo ou até melhorando, a sua qualidade. Espero continuar a fazer o que gosto, a divulgar o projecto e a colher os frutos deste processo.»
Débora Moura

Site: http://mimosdanatureza.weebly.com/
Facebook: https://www.facebook.com/mimosdanatureza
E-mail: mimosnatureza@gmail.com

Experimentem! Eu experimentei e posso afirmar que são muito bons, fiquei cliente! Produtos naturais, agradáveis, eficazes e não são nada caros.

(Mensagem idêntica à publicado no blogue de  Famalicão em Transição)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Dia da Conservação da Natureza com Portugal a arder

É muito triste ver que o nosso Portugal está a arder. Múltiplas e graves são as razões para esta situação, acentuada sem dúvida pelas alterações climáticas que já afetam sem dó nem piedade este país. Mais de 75 mil hectares ardidos este ano!

«Os incêndios dos primeiros sete meses de 2017 já consumiram mais floresta do que a totalidade de cada um dos cinco anos da última década.»  (daqui)

Imagem daqui
No Dia Nacional da Conservação da Natureza (28 julho), traz-se aqui um extracto do relatório provisório de incêndios florestais (1 de janeiro a 15 de julho 2017), que mostra a situação alarmante a nível de áreas ardidas, inclusive nas áreas protegidas, mas que não refere o trágico número de vidas humanas perdidas, de vidas humanas estilhaçadas, de habitações ardidas, nem as espécies de animais que pereceram, agravaram o risco de extinção ou que ficaram sem habitat (ex. ver esta notícia)

E de 15 de julho para cá, os incêndios têm-se multiplicado... Uma catástrofe humana e ambiental!

«A base de dados nacional de incêndios florestais regista, no período compreendido entre 1 de janeiro e 15 de julho de 2017, um total de 7.310 ocorrências (1.761 incêndios florestais e 5.549 fogachos) que resultaram em 65.333 hectares de área ardida de espaços florestais, entre povoamentos (46.444ha) e matos (18.889ha).

Comparando os valores do ano de 2017 com o histórico dos últimos 10 anos destaca-se que se registaram mais 16% de ocorrências e quase cinco vezes mais área ardida do que a média verificada no decénio 2007-2016 (Quadro 1). O ano de 2017 apresenta, até ao dia 15 de julho, o quinto valor mais elevado em número de ocorrências e o valor mais elevado de área ardida, desde 2007. »

Fonte: ICNF (http://www.icnf.pt/portal/icnf/noticias/destaques/relatorios-incendios-florestais)

Relatório provisório de incêndios florestais – 2017 – 01 de janeiro a 15 de julho: http://www.icnf.pt/portal/florestas/dfci/Resource/doc/rel/2017/03-rel-prov-01jan-15jul-2017.pdf


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Encontro de associações grupos de ambiente e transição

Encontro 
Ação Ecológica, Transição Sustentável e Regeneração
7 outubro 2017  Vila Nova de Famalicão

A Campo Aberto - associação de defesa do ambiente e a Associação Famalicão em Transição estão a organizar um Encontro de associações e grupos de Ambiente e Transição da zona norte do país, a realizar no dia 7 de outubro na Casa do Território, no Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão, que conta com o apoio deste Município.


Este encontro procura incluir grupos, coletivos, movimentos, associações, para uma partilha num espírito de colaboração e sinergia, que se debruçará sobre a situação ecológica e ambiental do Noroeste e Norte de Portugal, e do Vale do Ave em especial, mas que terá também uma tónica no conceito de transição e de regeneração.


Pretende-se a partilha de pontos de vista, troca de experiências, de interrogações, dificuldades e também aspetos e realizações positivas. Não há propriamente oradores, todos os participantes contribuirão para essa partilha.

Programa atualizado em:  https://goo.gl/Cpev4z 

Inscrições até 15 de setembro
Ficha de inscrição em: https://goo.gl/gS2TPH
Cada grupo ou iniciativa  deverá remeter a ficha de inscrição ou os dados para contacto@campoaberto.pt com cópia para famalicaom@gmail.

Mais informações em https://goo.gl/EoPPt5  ou através de Campo Aberto - associação de defesa do ambiente (contacto@campoaberto.pt) ou Associação Famalicão em Transição (famalicaom@gmail.com)

terça-feira, 18 de julho de 2017

"A parte mais difícil de ser vegano!"

«A verdadeira dificuldade em ser vegano não envolve comida. A parte mais difícil de ser vegano é dar de cara com um lado mais sombrio da humanidade e tentar permanecer esperançoso. É tentar entender porque pessoas boas e caridosas continuam a participar de violência desnecessária contra animais - apenas pelo seu prazer ou conveniência.»
Fonte: Veganize

domingo, 16 de julho de 2017

A sexta extinção em massa, aí e a acelerar!

«Cientistas alertam para sexta extinção em massa na Terra

Uma “aniquilação biológica” da vida selvagem nas últimas décadas é a conclusão de um novo estudo que dá conta de que milhares de milhões de mamíferos, aves, répteis e anfíbios desapareceram em todo o mundo desde o início do século XX. Para os cientistas significa que está em curso a sexta extinção em massa na história da Terra. O tempo para agir "é muito curto" e a humanidade acabará por pagar um preço muito alto.


O estudo foi conduzido pelos cientistas Gerardo Ceballos, Paul R. Ehrlich e Rodolfo Dirz e analisou 27.500 espécies de vertebrados terrestres (aves, répteis, anfíbios e mamíferos) desde o ano 1900.

Publicado pela PNAS - a revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a análise dos investigadores incidiu sobre a redução das populações em espécies existentes, raras e comuns, em vez de analisarem o número de espécies extintas ou em perigo de extinção, processo que era habitualmente utilizado.



“A aniquilação biológica resultante terá, obviamente, sérias consequências ecológicas, económicas e sociais. A humanidade acabará por pagar um preço muito alto pela diminuição do único conjunto de vida que conhecemos no Universo”, explicou ao The Guardian um dos autores do estudo, o mexicano, Gerardo Ceballos.

Rinoceronte filhoteE acrescenta: “A situação tornou-se tão má que não seria ético não usar linguagem forte (…) Todos os sinais apontam para agressões ainda mais poderosos à biodiversidade nas próximas duas décadas, criando uma perspetiva sombria para o futuro da vida, incluindo da vida humana”.

A vida selvagem está a desaparecer devido à destruição do habitat, à poluição, à invasão de espécies exóticas e às alterações climáticas. Mas a principal causa é “a sobrepopulação humana, o crescimento populacional contínuo e o superconsumo”

Fonte e artigo completo (11/7/2017)  em RTP: https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cientistas-alertam-para-sexta-extincao-em-massa-na-terra_n1013982#