sábado, 30 de dezembro de 2017

Homenagem a uma Fada.... A minha irmã Fada do Bosque

Era uma vez uma fada que morava num bosque. A fada tinha, como é das fadas, mãos de fada, e onde tocava, tudo ficava mais bonito. Não precisava de varinha mágica!

(foto de Oficina do Bosque)
Quando entrava numa casa das pessoas comuns, bastava a fada colocar as mãos numa mesa, e logo arranjos maravilhosos apareciam. Tocava numa parede, e logo a sua cor ficava resplandecente. Qualquer móvel velho e acabado que lhe caísse nas mãos sofria logo transformações surpreendentes, ficava mais bonito do que se fosse novo. Conjugava objetos velho e novos como ninguém. Era assim esta fada, dotada de um talento especial para embelezar as coisas.

Um dia, sem saber porquê, a fada, deixou de se ver, ficou transparente aos seus próprios olhos. Já não conseguia tocar nas coisas e embelezá-las porque não sabia das suas mãos para as tocar.

Então decidiu que precisava de se encontrar, precisava de saber do seu corpo, das suas mãos. Saiu da casa na árvore onde morava no bosque, e seguiu precisamente pelo caminho que ainda não conhecia, nem sabia onde levava. 

Foi andando, caminhando e voando, por estreitos caminhos de pedras, de terra, veredas verdejantes, escuros becos, alamedas radiosas, havia de tudo. Conheceu outras fadas, duendes, eremitas, espíritos de luz, mas também espíritos de energia negra. Muitos lhe iam dizendo qual o caminho a seguir. Uns porque achavam que sabiam, outros porque sabiam mesmo, outros ainda a enganavam de propósito; outros, diziam que não sabiam.

E assim a fada percorreu longos e sinuosos caminhos, uns numa direção, outros noutra, quantos caminhos labirínticos que não levavam a lado nenhum, e quantos assombrados e assustadores. Mas outros belíssimos, cheios de flores perfumadas, animais felizes e árvores protetoras. 

A fada andou, voou, tanto andou e tanto voou, que começou a ficar cansada. Alguns duendes e outras fadas ainda a ajudaram a seguir o caminho, mas a fadiga era imensa. Afinal, tanto sítio visto, tantos caminhos percorridos, e ainda nada de vislumbrar o destino.

Imagem daqui
Mas a fada não era de desistir, e, com uma força maior que a dos humanos, ainda continuou, meses e anos pelos caminhos daqueles bosques, montes, rios, desertos, e florestas. Quanta tristeza  e aridez foi vendo pelo caminho, mas também quanta beleza e harmonia pôde conhecer!

Quando já estava a ficar vencida pelo cansaço e desânimo, sentiu uma luz intensa e tão poderosa, mas não percebia de onde vinha. Essa luz, de uma intensidade brutal que a feria, causou-lhe uma dor tão forte, que a fada desmaiou, desvaneceu-se.

Imaginou então que estava a flutuar no ar. Aos poucos, descendo como uma pena, ficou deitada numa praia de areia branca, com a brisa do mar a acariciar-lhe os cabelos, as ondas do mar a molharem-lhe os pés, um sol em poente a aquecer-lhe o corpo, e o barulho do mar e das gaivotas a alegrar-lhe o espírito.

Abriu os olhos. 

(foto de Oficina do Bosque)
Não estava na praia, afinal! Estava na sua casa na árvore, onde morava, no bosque. Ainda estava fraca, muito fraca, mas conseguiu sentir as outras fadas e duendes do seu bosque, que aguardavam o seu despertar, e que lhe sorriam.

Olhou para si e viu as suas mãos, sentiu os seus pés. A dor que aquela luz provocou ainda estava lá, bem menos forte, mas era uma dor no seu corpo. Todo o seu corpo estava lá, como sempre esteve. Apenas não o conseguia ver. Agora sabia!

E estendeu a mão, colocou-a numa mesinha envelhecida, escura e despida ao lado da cama onde estava deitada. E a mesinha logo ficou belíssima, de cor branco mate, com um arranjo de flores encantador e graciosos objetos!


Este pequeno conto é dedicado à minha querida irmã "Fada do Bosque", irmã de sangue e de coração, que escreveu alguns belíssimos artigos neste blogue, no seu primeiro ano, e que neste momento difícil, luta pela vida. Eu sei que a sua força é grande e  que vai recuperar.  Para ela, que 2018 chegue com toda a energia positiva para sua recuperação. Ela sabe que lhe desejo o melhor, mas devia-lhe este mimo, um pequeno agradecimento por tanto que me dá.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Neste solstício, encontre a paz

Neste ano que está a chegar ao final, o solstício de inverno ocorre no dia 21 de dezembro às 16h 28 min, marcando o início desta estação no hemisfério norte, o dia mais curto do ano e a declinação mínima do sol (latitude ao equador: -23° 26′  5″).

Neste dia especial, deixo um vídeo com bons conselhos.  Ouça em sossego, com a mente aberta e o coração limpo. Deixe ajudar-se a encontrar a paz.

Tenha uma feliz época natalícia, e comece bem o novo ciclo solar e o novo ano.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Conversar melhor

«Quando o seu trabalho depende de como fala com as pessoas, você aprende muito sobre como conversar - e a maioria de nós não conversa muito bem. Celeste Headlee trabalhou como locutora de rádio por décadas, e conhece os ingredientes de uma ótima conversa: honestidade, brevidade, clareza e uma boa quantidade de escuta. Nesta conversa perspicaz, ela partilha 10 regras úteis para termos melhores conversas. "Saia, fale com as pessoas, ouça as pessoas", diz ela. "E, mais importante, esteja preparado para se surpreender".» 
Fonte: TED 


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Como é seres tu?

«Ambos os lados em qualquer guerra acreditam que seu lado é o lado justo. A mentalidade da guerra diz que só quando nossos inimigos são derrotados é que podemos ter paz. A humanidade tem lutado guerras sem fim há milhares de anos e nenhum lado conseguiu reivindicar a vitória. Para aqueles que procuram outro caminho além da guerra sem fim, a questão, "COMO É SERES TU?" oferece-nos outro caminho para a reconciliação e a verdade.»

Vídeo de  Sustainable Human, narrado por Charles Eisenstein, legendas em português enviadas por Sustentabilidade é Acção

domingo, 10 de dezembro de 2017

CARTA DE FAMALICÃO (manifesto pelo ambiente em Portugal)

No dia 7 de outubro de 2017 realizou-se, em Vila Nova de Famalicão, o Encontro Ação Ecológica, Transição Sustentável e Regeneração que reuniu cerca de 35 associações ligadas à defesa do ambiente (e cujo resumo já foi publicado aqui).

O evento foi organizado pela Associação Famalicão em Transição e pela Campo Aberto - associação de defesa do ambiente, e teve como finalidade a partilha, a troca de experiências e de perspetivas das diversas coletividades ambientais, provenientes de todos os pontos do país e com trabalho realizado nesta área, de modo a conhecer-se, em profundidade e abrangência, a situação ecológica e ambiental do Noroeste de Portugal.

Um dos resultados do encontro foi a assinatura da Carta de Famalicão – o Espírito e as Práticas, cujo texto foi preparado ao longo das semanas anteriores por via eletrónica com conhecimento e intervenção por parte dos vários coletivos entretanto inscritos.

Posteriormente ao encontro, foi criada uma página destinada à divulgação desse manifesto - Ação Ecológica - Carta de Famalicão (http://carta-de-famalicao.webnode.pt/), que contém o respetivo texto e a possibilidade de subscrição por qualquer pessoa individual ou coletiva que com ele concorde. Inclui também um resumo e as fotografias do encontro referido, em Famalicão.

Abaixo, um extrato da introdução da Carta de Famalicão:

«(...) os signatários (...) convidam todos a tomar conhecimento das preocupações, propostas e recomendações incluídas nesta Carta. Com ela, temos em vista contribuir para que no País se enfrentem problemas decisivos para o nosso futuro comum, como são os do território, da preservação dos nossos recursos naturais, da qualidade de vida, da energia, do clima e de uma economia sustentável, numa atitude que, em vez de agredir esses valores essenciais, os proteja e salvaguarde.
(...) 
as propostas vão enquadradas nos temas principais do encontro que dá origem à presente Carta:
(1) Rios e bacias hidrográficas, tomando o Vale do Ave como um caso específico e tendo em mente situações próximas ou equivalentes; 
(2) Transição, apelando a um modo de vida menos consumidor de recursos e mais autêntico;
(3) Coberto vegetal, incêndios e floresta autóctone: os constantes e devastadores incêndios que têm assolado o nosso território e a primazia a dar à floresta autóctone e à sua recuperação gradual como parte indispensável da solução;
(4) Proteção do património e gestão das áreas juridicamente protegidas como valor fundamental a salvaguardar e a gerir com todo o cuidado que merecem, tendo em conta o contexto da Rede Fundamental de Conservação da Natureza


Apelamos a que leia o documento completo (aqui), e se concordar, junte-se e subscreva a Carta de Famalicão (aqui) para lhe dar mais força.

(Nota: No caso de subscrições por parte de entidades coletivas (associações, grupos, movimentos, iniciativas, projetos, formais ou informais, empresas, autarquias e outras instituições), estas receberão e-mail para confirmar a assinatura antes de serem adicionadas à lista de entidades signatárias na respetiva página).

domingo, 3 de dezembro de 2017

Educação obsoleta

«O sistema tradicional de educação foi projetado na era industrial e agora está desatualizado e ineficaz. Saiba mais sobre os 6 principais problemas do sistema. Na NEXT School, estamos a fazer a atualização muito necessária do sistema educacional para resolver esses problemas. Somos a primeira Escola Big Picture da Índia. O quadro de aprendizagem Big Picture altamente inovador permite personalizar a jornada educacional de cada criança tornando a aprendizagem mais envolvente e relevante. Visite www.nextschool.org para saber mais.» Fonte: NEXT School

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

"Felicidade" (por Steve Cutts)

Uma sátira sobre a sociedade atual, à procura da felicidade nos sítios mais errados!

Happiness, um filme de 4 minutos de Steve Cutts.

Para refletir!


Happiness from Steve Cutts on Vimeo.