domingo, 6 de maio de 2018

Transgénicos - a coexistência impossível

Para além de os efeitos diretamente na saúde humana dos alimentos transgénicos serem incógnitas, porque não há estudos suficientes ou fidedignos; para além dos efeitos obviamente nocivos para a saúde provocados pelos herbicidas associados aos transgénicos; para além dos efeitos devastadores que o cultivo de transgénicos têm nos ecossistemas e na biodiversidade; para além dos efeitos nefastos na economia, alimentadores do capitalismo selvagem, já que uma empresa é detentora de 90% do mercado das sementes e outras quatro dos restantes 10%; para além disto tudo, as variedades de alimentos tradicionais estão ameaçadas de contaminação pelos transgénicos e, assim, de extinção. 

A história das variedades de espécies alimentares acompanha a história da humanidade, pois foram gradualmente desenvolvidas e adaptadas aos climas e lugares ao longo de muitos milhares de anos. Uma história que, se não nos informarmos e se não nos opusermos, estará prestes a chegar ao fim. Porque variedades tradicionais não podem coexistir com OGM ou transgénicas, já que estas contaminam tudo à sua volta. 

Vejam o documentário catalão de 2007 TranXgenia - A História da Lagarta e do Milho. E já agora, se concorda, apoie a Plataforma Transgénicos Fora e ajude a luta pela alimentação e ambiente saudável, a luta por cada vez mais e maiores zonas livres de OGM.



(Esta mensagem foi originalmente publicada neste blogue em 09/01/2012, e foi republicada 6 anos depois, a 06/05/2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Óleo de palma: a destruição da floresta

O óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. Barato, vai parar aos alimentos nas margarinas, chocolates e na grande maioria dos alimentos processados. Vai também ser queimado como biocombustível.

Pelo caminho desta indústria, fica a destruição de florestas tropicais, a extinção dos orangotangos e outras espécies, a miséria dos habitantes locais, direitos humanos violados, a poluição, o agravamento das alterações climáticas....

Portanto, o preço real deste produto afinal não é nada barato, fica mesmo demasiado caro!

O que fazer para evitar esta situação? Várias coisas, mas para começar,  ler os rótulos e não comprar os produtos que contém óleo de palma. Tentei encontrar margarina sem óleo de palma... não encontrei. Assim, deixei de usar margarina, o azeite é nosso e bem mais saudável!

No texto abaixo encontra mais dicas, eu estou a cumprir a 7ª ao publicar esta mensagem. 

Para começar a cumprir a 4ª dica,  assine esta petição contra a construção de uma refinaria de biodiesel partir de óleo de Palma em Marselha. 

E esta e esta e mais esta

É preciso parar esta destruição!

A  seguir a transcrição de um artigo sobre óleo de palma do site Salve a Selva (em português brasileiro):

«Óleo de palma 
Desmatamento para produtos de consumo diário

Dendezeiro (Elaeis guineensis),  conhecido como
palma-de-guiné, palma, dendém ou coqueiro-de-dendê, .
O seu óleo é conhecido como  azeite de dendê ou óleo de palma.
Fonte: daqui



A situação – florestas tropicais nos tanques e nos pratos

Com 66 milhões de toneladas por ano, o óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. 

O baixo preço no mercado mundial e as boas caraterísticas de transformação levam para que um em cada dois produtos no supermercado contenha óleo de palma

Além de refeições prontas, bolachas e margarina, o óleo de palma também se encontra em cremes hidratantes, sabões, maquilhagem, velas e detergentes.

O que poucas pessoas sabem: na União Europeia quase a metade do óleo de palma importado é usado para o assim chamado biodiesel

A mistura de biocombustível obrigatória desde 2009 é uma causa importante para o desmatamento das florestas tropicais, sobretudo na Indonésia e a Malásia.

Atualmente, as plantações de dendezeiros já cobrem mais que 27 milhões de hectares em todo o mundo. Numa área do tamanho de toda a Nova Zelândia,   as pessoas e os animais já tiveram que dar lugar aos “desertos verdes”.

As consequências – morte causada por barra de chocolate


Nas regiões tropicais ao redor do equador, o dendezeiro (elaeis guineensis) encontra condições ideais para o seu cultivo. 

No Sudeste Asiático, na América Latina e na África, vastas áreas de floresta tropical são desmatadas e queimadas todos os dias afim de gerar espaço para as plantações. Desta forma, quantidades enormes de gases com efeito de estufa são emitidas na atmosfera. 

Em partes do ano de 2015, a Indonésia – a maior produtora de óleo de palma – emitiu mais gases climáticos do que os EUA. Emissões de CO2 e metano levam a que o biodiesel produzido a partir de óleo de palma seja três vezes mais nocivo para o clima do que o combustível fóssil.

Mas nem só o clima global está sofrendo: juntamente com as árvores, também desaparecem raras espécies animais como o orangotango, o elefante-pigmeu-de-bornéu e o tigre-de-sumatra. 

Muitas vezes, pequenos agricultores e indígenas que habitam e protegem a floresta são deslocados da terra deles de forma violenta. 

Na Indonésia, mais que 700 conflitos de terra estão relacionados com a indústria de óleo de palma. Até nas plantações declaradas como “sustentáveis” ou “ecológicas”, sempre de novo violam-se direitos humanos.

Nós como consumidores não sabemos muito disto. Porém, o nosso consumo diário de óleo de palma também tem efeitos negativos para a nossa saúde: o óleo de palma refinado contém grandes quantidades de ésteres de ácidos graxos, que podem interferir no patrimônio hereditário e causar câncer.

A solução – revolução dos tanques e dos pratos

Hoje em dia, somente 70 mil orangotangos vivem nas florestas do Sudeste Asiático. A política do biodiesel na UE leva os antropóides à beira da extinção: cada nova plantação de dendezeiros destrói um pedaço do espaço vital deles. Para ajudar os nossos parentes, temos que aumentar a pressão sobre a política. Mas no seu dia a dia existem várias opções para agir!


Estas dicas simples ajudam a encontrar, evitar e combater o óleo de palma:

1 - Cozinhe e decida: ingredientes frescos, misturados com um pouco de criatividade, fazem empalidecer qualquer refeição pronta (que contenha óleo de palma). Para substituir o óleo de palma industrial, podem-se utilizar óleos europeus como óleo de girassol, colza ou azeite ou, no Brasil, óleo de côco, de milho (não modificado geneticamente!) ou – se você conhece a origem – óleo de dendê artesanal.

2 - Ler as letras pequenas: na União Europeia, as embalagens de alimentos têm que indicar desde Dezembro de 2014 se o produto contém óleo de palma.1 Em produtos cosméticos e detergentes esconde-se um grande número de termos químicos.2 Com um pouco de pesquisa na Internet, podem-se encontrar alternativas sem óleo de palma.

3 - O consumidor é rei: Quais produtos sem óleo de palma são oferecidos? Por que não se utilizam óleos domésticos? Perguntas ao pessoal de vendas e cartas ao produtores exercem pressão sobre as empresas. Esta pressão e a sensibilização crescente da opinião pública já fizeram com que alguns produtores renunciassem o uso de óleo de palma nos próprios produtos.

4 - Petições e perguntas a políticos: protestos on-line exercem pressão sobre os políticos responsáveis por importações de óleo de palma. Você já assinou as petições da Salve a Selva?

5 - Levante a sua voz: manifestações e ações criativas na rua tornam o protesto visível para a população e a mídia. Assim, a pressão sobre decisores políticos ainda cresce.

6 - Transporte público em vez de carro: se possível, ande a pé, de bicicleta ou use o transporte público.

7 - Passe os seus conhecimentos: a indústria e a política querem fazer-nos crer que o biodiesel seja compatível com o ambiente e que plantações de dendezeiros industriais possam ser sustentáveis. Salveaselva.org informa sobre as consequências do cultivo de dendezeiros.»

Fonte (texto transcrito e imagens, exceto desenho da planta):   https://www.salveaselva.org/temas/oleo-de-palma

Saiba mais em:   Perguntas e Respostas sobre o Óleo de Palma 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Parentalidade Consciente com Mikaela Övén, Famalicão, 26/04

"Praticar parentalidade consciente é mais sobre o desaprender do que aprender."

"Quando procuramos seguir o caminho da parentalidade consciente estamos a questionar as nossas crenças, as nossas ideias, os nossos hábitos, os nossos comportamentos. 

É um descascar de tudo aquilo que não serve a nossa intenção como pais, um desaprender de tudo que não promove relações saudáveis baseadas no amor incondicional e tudo aquilo que não ajuda os nossos filhos a prosperar emocionalmente."

O auditório da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave da CESPU, acolhe no dia 26 de abril, as Jornadas Municipais de Educação, organizadas no âmbito da Quinzena da Educação.

Parentalidade Consciente” é o tema eleito para este debate de ideias, aberto a toda a comunidade educativa e que decorrerá a partir das 21h00, com Mikaela Övén.

Mia Övén inspira há vários anos indivíduos e famílias na busca de harmonia e equilíbrio, através dos seus livros, textos, rubricas na rádio e televisão, cursos e palestras. 

Participação livre e gratuita, sujeita à lotação do auditório.  Recomenda-se a inscrição através do link: 

Esta conferência é promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Famalicão em Transição - Grupo Educação em Transição, a Federação Concelhia de Associações de Pais e o Centro de Formação de Professores.

Para mais informações e gestão de inscrições, por favor contacte o Departamento de Educação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (educacao@vilanovadefamalicao.org | 252320956). 

sábado, 31 de março de 2018

Escolas na natureza

Para que os adultos do futuro possam respeitar e proteger a natureza, é preciso que as crianças de hoje aprendam a conhecê-la. E é na própria interação com a natureza que as crianças melhor a entenderão e respeitarão.

Imagem obtida aqui
As Escolas da Floresta já existem há várias décadas em países da Escandinávia, mas a sua inspiração já vem pelo menos do século 19.  Nestas escolas, a "sala de aula" é o espaço exterior, a floresta. As crianças têm direito a chapinhar na lama, a apanhar chuva, a trepar às árvores, a dar aso à sua criatividade e espírito de aventura. E aprendem, mas aprendem a sério, para a vida.

Em Portugal, felizmente já estão a aparecer algumas Escolas da Floresta. Aliás, desde 2017, existe a Associação Escola da Floresta - Forest School Portugal destinada a "promover e sensibilizar o conceito Escola da Floresta / Forest School em Portugal através de encontros, formações, redes sociais, etc".

Imagem obtida aqui
Em Vila Nova de Famalicão, numa das sessões sobre Educação promovida por Famalicão em Transição, foram apresentados dois casos recentes de Escolas da Floresta: o projeto "O Mundo da Floresta", em Braga, da Associação O Mundo Somos Nós, e uma experiência de Cédric Pedrosa, se não me engano, numa escola do Porto.  

Entretanto, foi divulgado na SIC (ver vídeo abaixo), um caso em Coimbra, o projeto Limites Invisíveis , resultante de uma parceria entre a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC/ESEC), o Departamento de Educação da Universidade de Aveiro (UA/DE) e o Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola (CASPAE).  

Imagem obtida em ESEC
«Limites invisíveis: Educação em ambiente outdoor” é um projeto que pretende implementar Programas de Educação Outdoor – em ambiente natural, tratando-se assim de um complemento à oferta educativa formal para crianças entre os 3 e os 10 anos.

Os programas inerentes ao projeto decorrerem numa área integrada na natureza (Mata Nacional do Choupal), tendo, para tal, sido elaborada uma parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.
...
Imagem obtida em ESEC
Em termos gerais, o objectivo primordial do projeto é a promoção de experiências educativas com crianças entre os 3 e os 10 anos, em espaço exteriores, de contacto com a natureza, de forma a desenvolver disposições/competências de aprendizagem e respectivo sucesso académico, adoção de estilos de vida saudáveis e ambientalmente sustentáveis.  ...»

Recomendo a leitura do texto Carta aberta de uma criança...aborrecida! escrito há 3 anos por Fábio Gonçalves, educador de Infância,  no blogue Apontamentos sobre Educação de Infância  (obrigada pela dica, Diana do Taquid

Com bastante mais tempo passado no exterior e na natureza, as crianças ficam mais felizes, mais resistentes e certamente aprenderão melhor a conhecer e valorizar o ambiente que as rodeia!

domingo, 25 de março de 2018

Fraldas reutilizáveis - porque não?


As fraldas descartáveis são hoje um dos grandes grupos de resíduos urbanos que não são nem reutilizáveis nem recicláveis. Em Portugal, representam 5% do lixo urbano (dados de 2010). São, por isso, um problema ambiental, cujo único R dos 3R aplicável é o R de reduzir!

«No que se refere às fraldas descartáveis usadas, estes resíduos de origem predominantemente urbana e produzidos hoje em dia em larga escala, assumem, face às suas características de utilização, um fator significativo que determina que seja refletida a decisão quanto ao seu destino final. Efetivamente, o atual destino dado a estes resíduos é a sua eliminação, quer em aterro quer por valorização energética, pelo que um potencial encaminhamento para reciclagem implicaria o estabelecimento de regras e de fatores a considerar numa gestão específica.»


Há cerca de 30 anos, as fraldas descartáveis eram quase inexistentes em Portugal. O conforto de utilização que trouxeram - sobretudo evitando a lavagem - levou rapidamente ao quase desparecimento da tradicional fralda de pano.

Mas hoje já existem fraldas reutizáveis de grande conforto de utilização para o bebé e facilmente laváveis, que ficam mais económicas para os pais e para o ambiente. E bonitas!

Como exemplo, apresento um marca de fraldas fabricadas em Portugal. As palavras a seguir (e todas as imagens) são de Patrícia Sampaio, que me enviou um email a apresentar este produto, e que com muito gosto divulgo, pois trata-se de um produto muito menos prejudicial ao ambiente que as fraldas descartáveis. Além disso são fabricadas aqui do Minho, mais propriamente em Guimarães.

«KINGS of my CASTLE”  é  uma marca portuguesa de lãs, fraldas reutilizáveis a acessórios de bebé, regida por três ideias-chave: sustentabilidade, bem-estar e economia. 

 Um bebé usa cerca de 5000 fraldas descartáveis que poderão ser facilmente substituídas por 24 fraldas reutilizáveis. A produção de lixo é maciça e preocupante. 

A “Kings of my Castle” rege-se segundo três ideias chave:

1 – Sustentabilidade – Como as fraldas são reutilizáveis, a produção de lixo e o desperdício causado pelo uso de fraldas nos bebés diminui drasticamente comparativamente com as fraldas descartáveis. Os materiais que constituem as fraldas são biodegradáveis ao contrário da maioria das fraldas descartáveis.

2 - Bem-estar – Através do uso de fibras de origem vegetal como o algodão, o bambu e o cânhamo, a pele do bebé fica menos sujeita a assaduras e dermatites, pois estes materiais permitem que a pele do bebé respire.

3 – Economia – A poupança económica que uma família tem através do uso de fraldas reutilizáveis é contabilizável e enorme (o investimento em fraldas descartáveis para uma criança até aos 3 anos de idade oscila entre 1500€ e 3000€ e, em alternativa, em fraldas reutilizáveis oscila entre 500€ e 900€). »


Felizmente já existem muitas outras marcas de fraldas reutilizáveis. E há sempre a alternativa à moda antiga, das fraldas que eram apenas um quadrado de pano. Quem tem filhos pequenos, e se preocupa com o planeta que vai deixar para eles, pelo menos experimente - a espécie humana sobreviveu bem sem fraldas descartáveis até há 30 anos!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Fusão Bayer + Monsanto - uma triste realidade!

« Autorizada a fusão do diabo

Depois de piscar o olho à lógica e sociedade a Comissão Europeia fez o que sabe fazer melhor: cedeu aos interesses das grandes empresas e aprovou a fusão entre a Bayer e a Monsanto. 

Imagem obtida em Aventar
Ao afirmar que a relação de forças não vai ser afetada e que os europeus não têm nada a temer a Comissária Vestager responsável pela autorização parece ter perdido o sentido da realidade objetiva: não é só a Bayer e a Monsanto que se juntam, é também a Syngenta/ChemChina e a DuPont/Dow. 

As consolidações anteriores têm sempre levado a uma perda de poder dos agricultores, e nada evita que esta nova onda faça o mesmo. 

Imagem obtida em Labiotech
É como passar a ter 3 cabeças (que só pensam em dinheiro) a decidir o que é que toda a gente no mundo vai comer (resposta: OGM) e de que forma vai produzir a comida (resposta: com o máximo de pesticidas). 

Boa sorte a todos, que vamos precisar.»

Margarida Silva email ogm_pt de 22/3/2018

Continuamos com uma Comissão Europeia a dar mais vantagens às grandes empresas,  aos poderosos,  aos mais ricos, e a prejudicar o ambiente, aqueles que menos tem e os  querem viver do seu trabalho em paz,! 

Até quando vamos permitir isto?

sexta-feira, 16 de março de 2018

Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone (comunicado)

«Mais de 1000 cidadãos subscreveram já o

Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone

Lançado ciclo de debates públicos em torno da Floresta Autóctone

São já mais de 1000 os cidadãos que subscreveram um Apelo, lançado no final de setembro de 2017, no qual se exprime a recusa firme da passividade perante o estado em que se encontra o nosso território e o seu coberto vegetal.

Inconformado com as medidas adotadas para fazer frente aos contínuos ciclos de incêndios, um grupo de quatro pessoas tomou a iniciativa de apelar aos seus concidadãos no sentido de assumirem em conjunto uma posição interventiva nesse domínio. Embora a ideia já viesse de trás, e tivesse tido uma primeira formulação em outubro de 2016, a tragédia de Pedrógão Grande em junho de 2017 fez ecoar com maior urgência um sentido de responsabilidade social, moral e ambiental no seio desta iniciativa, que tomou a forma de Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone.

Os promotores dessa Aliança dão início no Porto, no sábado 17 de março, a um ciclo de debates públicos em que diferentes palestrantes, sucessivamente e em diferentes lugares do País, apresentarão a sua visão para o renascimento da Floresta Autóctone em Portugal e a debaterão em seguida com os cidadãos presentes. No primeiro debate será interveniente inicial Jorge Paiva, professor e investigador da Universidade de Coimbra, botânico, ecólogo e ecologista de reputação nacional e internacional. O segundo deverá decorrer em Aveiro em maio, sábado, sendo interveniente inicial Helena Freitas, Professora e Investigadora da Universidade de Coimbra, que coordena a Unidade de Investigação e Desenvolvimento «Centre for Functional Ecology – Science for People and the Planet» [Centro de Ecologia Funcional] e a Cátedra Unesco em Biodiversidade e Conservação para o Desenvolvimento Sustentável, tendo sido presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia e da Liga para a Proteção da Natureza e, mais recentemente, coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Outros intervenientes e outros locais serão anunciados a seu tempo.

O apelo, que tem em vista provocar uma mudança de mentalidade na forma como a Floresta é gerida em Portugal, continua a recolher assinaturas em https://florestautoctone.webnode.pt/ 
Dirige-se aos cidadãos e às entidades que partilhem a vontade de se comprometerem numa profunda mudança do atual paradigma florestal em Portugal.

Primado da Floresta Autóctone


No texto lê-se que os quatro subscritores iniciais do Apelo defendem valores que assentam no primado da Floresta Autóctone e apelam à necessidade de se reabilitarem estruturas humanas e materiais como os Guardas e Viveiros Florestais. Questionam ainda o atual modelo das extensas monoculturas de eucalipto e pinheiro-bravo em território nacional. É com base nestas premissas que os subscritores do Apelo incentivam a que se constituam, nomeadamente a nível concelhio, círculos de entreajuda e de intervenção para salvaguarda do património natural com vista a uma efetiva prevenção contra os incêndios.

Os subscritores esperam que esta iniciativa favoreça uma tomada de consciência capaz de conduzir a uma maior observância da legislação de proteção em vigor e que as instituições públicas assumam o compromisso de agir diligentemente de forma a impedir que a ocorrência de incêndios e o plantio de monoculturas continuem a predominar.

Os autores do apelo acreditam que o restauro da floresta depende de um futuro liberto do flagelo sistemático dos incêndios sendo para isso necessária a recuperação da floresta autóctone em Portugal.


Para mais informações:  Email: florestautoctone@gmail.com  | 918527653»

Fonte: email da Campo Aberto, 17/3/2018

quarta-feira, 14 de março de 2018

Sustentabilidade é Acção: 9 anos de blogue


«Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que você pode fazer, e triunfar. Enquanto há vida, há esperança.»  Stephen Hawking

Neste dia 14 de março de 2018, aniversário deste blogue Sustentabilidade é Acção, não podia deixar de mencionar  a morte de Stephen Hawking, cientista e comunicador brilhante, aos 76 anos

Aprisionado desde jovem num corpo que não lhe obedecia, a sua mente brilhante ultrapassou todas as barreiras e conseguiu viver uma vida plena de sentido, conquistas e sucessos.  Foi uma estrela que brilhou na Terra, cujo brilho não se apagará da memória da humanidade.

A ele, mais do que os feitos científicos, agradeço o exemplo que nos deixou de coragem, luta e persistência. 

Obrigada, Stephen Hawking!
(esta parte foi adicionada após publicação da mensagem,)

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São os leitores e visitantes do blogue a razão de ele existir, pois sem a sua presença há muito que este espaço virtual teria deixado de existir.  


OBRIGADA a todos os que gostam, visitam, comentam, partilham, aprendem e ensinam neste espaço. OBRIGADA por fazerem com que sinta que vale a pena continuar a partilhar informações e ideias para um mundo mais sustentável e menos consumista. 

Assim, ao completar mais um aniversário, aqui fica o balanço destes 9 anos de atividade: 
  • 1 312 700 visitas (564 mil Portugal, 298 mil Brasil e 182 mil EUA)
  • 926 seguidores através do Blogger 
  • 598 seguidores no NetworkedBlogs
  • 13690 seguidores na página Facebook 
  • 1336 seguidores no Twitter
  • 359 seguidores na rede Google+  
  • 1252 mensagens publicadas 
  • 6742 comentários
Estou convicta que a este balanço se pode adicionar várias mudanças de atitude em relação ao modo de viver e ao ambiente, que é o objetivo, o que mais importa.

Continuem a seguir o caminho da sustentabilidade, que não é fácil, mas também não é tão difícil como o pintam! Pelas gerações futuras e pela nossa casa comum. Bem hajam!

segunda-feira, 12 de março de 2018

Parar a cadeia de gás!

«Diga ao Parlamento Europeu que pare de apoiar os combustíveis fósseis

O Parlamento Europeu está prestes a decidir se apoiará a construção de mais de 90 projetos de gás fóssil. Temos até a quarta-feira 14 de março para manifestarmos solidariedade com as muitas comunidades que serão afetadas, e dizermos aos nossos representantes que se oponham a essa lista de projetos.

Envie um e-mail aos seus deputados europeus a exigir que se oponham à construção de 90 novos projetos de infra-estrutura de gás fóssil!

Imagem de ec.europa.eu (PCI - infraestruturas de gás)
Esta lista de projetos inclui o Trans Adriatic Pipeline (TAP), o pipeline MidCat, o terminal de gás de Gotemburgo e muitos mais. Todos esses projetos estão a ser combatidos pelas comunidades locais que não confiam em combustíveis fósseis, nem querem ver as suas terras sujas e os seus meios de subsistência afetados.

Precisamos pressionar os deputados do Parlamento Europeu para mostrar que não é aceitável que o dinheiro público continue a financiar projetos de combustíveis fósseis na Europa. O gás não é do interesse comum da UE!»

E há mais uma coisa que você pode fazer agora. Veja e partilhe este novo vídeo dos Gastivistas  que explica por que o gás é uma solução falsa e como se juntar ao movimento

Fonte e mais informações: Food & Water Europe (via email)



Vídeo em inglês: https://youtu.be/g_hktBD-k0c

domingo, 11 de março de 2018

Enterrar de vez o furo - manifestação 14 de abril


«A ameaça de furos de petróleo paira sobre nós. Adiamentos, prorrogações, avaliações de impacto ambiental, renegociações… É hora de acabar de vez com as ameaças de furo de petróleo em Portugal. A força das populações, movimentos e autarcas, unidos a uma só voz para dizer não, para dizer que um furo de petróleo é uma guerra, será ouvida.

Porque precisamos de deixar de consumir combustíveis fósseis, de parar de investir numa indústria obsoleta que nos empurra a todos para o abismo, dizemos não. Porque precisamos de preservar o nosso litoral e o nosso interior, salvaguardar a sua biodiversidade da poluição catastrófica que significa o petróleo e o gás, dizemos não. Porque respeitamos as populações, actuais e futuras, dizemos não. Porque temos de travar as alterações climáticas e só o faremos se pararmos definitivamente de explorar e queimar hidrocarbonetos, dizemos não! Vamos enterrar de vez este furo, acabar com todos estes contratos e correr de vez para as energias limpas, rumo ao futuro.

Dia 14 de abril marchamos, desde o Largo de Camões até à Assembleia da República. Marchamos, vindos do Norte e do Sul, do Algarve, do Alentejo, de Peniche, do Porto, da Batalha e de Pombal. Marchamos pelo futuro. Vamos enterrar de vez este furo.

As organizações que gostariam de subscrever a convocatória, podem enviar email a enterrardevezofuro@salvaroclima.pt »

Fonte e INSCRIÇÃO PARA OS AUTOCARROS: www.salvaroclima.pt

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/206530796598995/


sábado, 10 de março de 2018

Mindfulness: alimente o "lobo" certo

MINDFULNESS, ou ATENÇÃO PLENA, é uma forma de estarmos conscientes de nós, das nossas emoções e do que nos rodeia, a cada momento. Um caminho para nos aceitarmos, para compreendermos os outros e para conseguirmos ter paz (veja o vídeo mais abaixo, selecione legendas em português).

«Mindfulness, da forma como me revejo, é uma capacidade que todos já temos e que podemos desenvolver: a capacidade de estarmos presentes ao que se está a passar em nós e em nosso redor; a capacidade de estarmos atentos ao nosso corpo, às nossas emoções, aos nossos pensamentos e ao que nos rodeia (em vez de estarmos em “piloto automático” e perdidos em pensamentos). É uma prática para nos conhecermos, para cultivarmos uma mente mais sã, plena, consciente, presente e feliz. Diria mesmo que é uma prática para fazermos amizade connosco próprios e tocarmos algo mais profundo e saudável que sempre existiu dentro de nós.»  Vasco Gaspar, 

Fonte: citação de Vasco Gaspar no blogue Coisas Nossas, MINDFULNESS – O QUE É? PARA QUE SERVE?



sexta-feira, 9 de março de 2018

Não à "Baysanto", não à fusão Bayer+Monsanto

Em setembro de 2016, a mega-empresa química e farmacêutica Bayer anunciou que comprou a  Monsanto, mega-empresa agroquímica. Na realidade, trata-se de uma fusão , cujas consequências são gravíssimas para a saúde, a agricultura, a biodiversidade, o ambiente, pelo menos. Com a oposição de ativistas, e apesar de muito alheamento do público, até agora a dita "compra/fusão" ainda não está autorizada, mas a decisão está para breve. 

Como alguém escreveu:"uma vende os pesticidas e transgénicos que nos põe doentes, a outra vende os químicos para tentar curar".

Imagem daqui
Na realidade, ambas vendem pesticidas e ambas estão interessadíssimas em dominar a cadeia alimentar mundial através das patentes das sementes transgénicas, híbridas e mesmo algumas que existem naturalmente, eliminando a concorrência e eliminando toda a biodiversidade alimentar. 

Abaixo, algumas notícias e depoimentos sobre o assunto; no vídeo, o depoimento de um elemento da AVAAZ, sobre o que tem acontecido neste processo.

«Nova pesquisa mostra que os cidadãos estão contra a fusão planeada das gigantes do agronegócio Bayer e Monsanto, com uma maioria (54%) a responder que é "muito" ou "bastante importante" que a Comissão Europeia o impeça - mais de três vezes o número que o pensa não ser importante.»


«A Comissão Europeia vai ter de decidir sobre a fusão Bayer-Monsanto até 5 de abril deste ano. Se a autorizar, como tudo indica, será a luz verde para um nível superior de consolidação e controle genético, alimentar, de químicos e de informação agrícola na maior empresa agro do mundo. Os europeus, mesmo sabendo muito pouco sobre os detalhes do negócio, estão maioritariamente a favor da sua proibição - o que só mostra que têm juízo.»

Margarida Silva email ogm_pt, 1/3/2018

«Dezenas de pessoas manifestaram-se, este sábado, na cidade francesa de Lyon contra a fusão de dois gigantes mundiais das áreas da farmacêutica, dos pesticidas e da agricultura.

O projeto de aquisição da norte-americana Monsanto pelo grupo alemão Bayer precisa do carimbo da Comissão Europeia. A votação está prevista para 12 de março.

"O nosso combate prende-se com a saúde pública, com a biodiversidade e com os agricultores. Estamos a lutar contra os agroquímicos, contra a agroindústria, mas não contra os agricultores" refere um francês.

Preços inflacionados, menos qualidade e concorrência são algumas das preocupações manifestadas por Bruxelas com a aquisição. A fusão garantiria à Bayer e Monsanto 30 por cento do mercado mundial de sementes e 24 por cento dos pesticidas pondo em causa a política de livre concorrência, considerado um dos pilares da União Europeia.

No ano passado a Comissão Europeia autorizou duas megas fusões no setor agroquímico. Uma situação que os contestatários querem evitar que volte a ocorrer, desta vez, com a compra da Monsanto - produtora de sementes geneticamente modificadas - pelo grupo farmacêutico e agroquímico alemão Bayer.»
Euronews, 3/3/2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

Pesticidas: confrontar a impossibilidade

«Cientistas alertam para o coquetel químico tóxico pulverizado em alimentos

O número de produtos químicos aplicados aos vegetais vendidos nos supermercados aumentou até 17 vezes ao longo de 40 anos, de acordo com dados apresentados numa conferência organizada pela Secção de Epidemiologia e Saúde Pública da Royal Society of Medicine de Londres, a 20 de novembro 2017.
...
O sistema de agricultura química convencional tem sido uma experiência não testada, não regulamentada e ilícita com a saúde humana e o ambiente, que causou danos incalculáveis.
...
A mensagem final dos palestrantes não-industriais na conferência foi de que o sistema de regulamentação para pesticidas falhou e não pode ser reformado de forma a tornar esses produtos químicos seguros. Como já vimos, o sistema não  testa os adjuvantes, nem as formulações comerciais de pesticidas, nem os coquetéis químicos aos quais estamos expostos. Também não testa as doses baixas e realistas que podem dar origem a perturbações endócrinas. Portanto, os pesticidas devem ser erradicados da produção de alimentos e a agricultura deve ser totalmente convertida em práticas biológicas e agroecológicas bem sucedidas.»

Fonte: tradução de excertos do artigo Scientists warn of toxic chemical cocktail sprayed on food, GMWatch, 22/11/2017

Imagem obtida aqui

«E se fosse humana e cientificamente impossível verificar a segurança dos pesticidas que chegam aos nossos pratos? Teriam os governos a coragem de o admitir?

Bem, esta síntese das apresentações de uma conferência sobre pesticidas e saúde pública no Reino Unido explica porque é que é de facto impossível (não se testam misturas de pesticidas, não se testam os coadjuvantes dos pesticidas, não se testam baixas concentrações de pesticidas, não se medem muitos dos possíveis efeitos...).

Uma verificação sistemática de todos os químicos empregues implicaria um número de tal forma exorbitante de testes que é simplesmente inviável.

Portanto, das duas uma: ou os governantes vivem na leveza da ignorância desta realidade, e nesse caso são incompetentes e devem ser postos na rua, ou estão por dentro do que se passa mas preferem calar e fazer a vénia à indústria (e nesse caso deviam ser postos em tribunal).

Venha o diabo e escolha.» 

Margarida Silva, doutorada em Biologia Molecular, docente universitária e ativista da Plataforma Transgénicos Fora.  Via email recebido da  lista OGM (para se inscrever nesta lista envie um email vazio para o endereço ogm_pt+subscribe@googlegroups.com), sobre a notícia referida acima.

sábado, 3 de março de 2018

Água - e se faltar?

Damos por adquirida a água que nos sai da torneira quando a abrimos. Usamos,  abusamos, desperdiçamos.

(imagem obtida aqui)
Não pensamos que não foi sempre assim, que não é assim noutros lugares do plantea e que no futuro o mais certo é que não seja assim

Em Portugal estamos em seca há dois anos, e esta chuva que estes dias nos brinda, não chega para repor o que falta.

Na Cidade do Cabo, África do Sul, a seca é já violenta, e vai continuar (ver notícia no Público).

Apesar da publicidade a uma marca de cerveja que patrocina esta a campanha da Water.org, vale a pena ver o vídeo apresentado por Matt Damon sobre a falta de água...  refletir...  dar mais valor à água... e não a desperdiçar (ver aqui) .


sexta-feira, 2 de março de 2018

Envelopes para Sementes


Com as Trocas de Semente a aparecer em vários lados, em vez de usarmos saquinhos de plástico, podemos fazer uns envelopes simples, no tamanho que quisermos, que não precisam de mais nada do que uma folha de papel.


Este prático envelope para sementes  pode ser feito com papel rascunho a reutilizar, e não precisa cola ou fita-cola.   As imagens explicam.

começar com uma folha quadrada,

 dobrar a meio na diagonal
 dobrar um dos lados de ângulo agudo de forma a que o lado de cima fique paralelo ao lado de baixo
 fazer o mesmo ao outro lado

 mostrando por onde entram as sementes
mostrando como se fecha

 já está
 coloque as suas sementes!
 e feche!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Sementes preciosas

A história das sementes devia ser contada em todas as escolas e em todas as casas... mesmo nas casas onde não há agricultores, porque as sementes são o bem mais precioso da humanidade e estão em extinção dramática.

Imagem obtida em GoodFood World
94% das variedades alimentares desapareceram no século XX, porque algumas empresas assim o decidiram, os políticos deixaram, e a maioria das pessoas não se opuseram - por ignorância ou por sobrevivência.  

«É função do Estado evitar que a vida seja privilégio de poucos. Nesse sentido, tem o dever de garantir a todos, indistintamente, o acesso aos bens essenciais à dignidade e à felicidade. 

No entanto, hoje, o Estado aceita a patenteação de frutos da natureza, como é o caso de sementes geneticamente modificadas, sem que ainda se tenha segurança sobre os efeitos, no organismo humano, dos alimentos transgênicos.

A ciência e a técnica são, em si, um bem. Mas têm limites éticos. Assim como a engenharia não deveria ser utilizada para construir fornos crematórios com o objetivo de matar milhares de pessoas, como fizeram os nazistas na II Guerra Mundial, ou a física, para fazer a bomba de Hiroshima, o direito de patente e a genética não deveriam servir para tornar o acesso aos bens naturais um privilégio de superempresas altamente lucrativas.»

Fonte: SEMENTES - Patrimônio do povo a serviço da humanidade, Horácio Martins de Carvalho, Brasil, 2003

Para quem não viu o episódio que passou recentemente na RTP1, aqui  fica o documentário, belo e esclarecedor, "Sementes - a história por contar". 
Imagem obtida em www.seedthemovie.com

Vamos quebrar a história de ignorância neste tema!

«As sementes e a protecção desse legado tão importante para a alimentação da Humanidade

Poucas coisas na Terra são tão milagrosas e vitais como as sementes. Adoradas e preciosas desde o início da Humanidade, este documentário segue aqueles que protegem o nosso legado alimentar de 12 mil anos. No século passado, 94 por cento das variedades de sementes desapareceram. À medida que as empresas químicas de biotecnologia controlam a maioria das sementes, agricultores, cientistas e advogados travam uma luta para defender o futuro da nossa comida.»

Fonte: https://www.rtp.pt/programa/tv/p35312


Semente from Permacultura on Vimeo.